Exame ANCA
Exame ANCA
Exame ANCA: saiba o que é e para que serve
O exame ANCA (Anticorpos Anticitoplasma de Neutrófilos) é um teste sanguíneo essencial na identificação de doenças autoimunes, particularmente vasculites sistêmicas e Doenças Inflamatórias Intestinais (DII).
A presença de anticorpos ANCA, que atacam componentes do citoplasma dos neutrófilos, serve como um marcador importante no diagnóstico e acompanhamento dessas condições.
Padrões de ANCA:
Existem dois padrões principais de ANCA, detectados por imunofluorescência indireta:
- p-ANCA (perinuclear): os anticorpos se concentram ao redor do núcleo dos neutrófilos e estão frequentemente associados à Retocolite Ulcerativa e, menos comumente, à Doença de Crohn, além de vasculites como a poliangeíte microscópica.¹
- c-ANCA (citoplasmático): os anticorpos se distribuem no citoplasma dos neutrófilos e são fortemente associados à Granulomatose com Poliangeíte (anteriormente conhecida como Granulomatose de Wegener).²
Utilidade do exame ANCA:
- Diagnóstico de Vasculites Sistêmicas: O ANCA é fundamental no diagnóstico de vasculites, auxiliando na identificação do tipo específico e na avaliação da gravidade da doença.3
- Diagnóstico Diferencial de Retocolite Ulcerativa: Embora menos utilizado atualmente devido à disponibilidade de exames mais específicos, o p-ANCA pode auxiliar no diagnóstico diferencial da Retocolite Ulcerativa, especialmente em casos de dúvida diagnóstica.
- Monitoramento da Doença: Em pacientes com doenças associadas ao ANCA, o exame pode ser utilizado para monitorar a atividade da doença e a resposta ao tratamento.
Realização do exame ANCA:
- Coleta de sangue venoso.
- Análise laboratorial por imunofluorescência indireta.
- Interpretação dos resultados em conjunto com a avaliação clínica e outros exames complementares.
Tabela de sensibilidade e especificidade do ANCA na Retocolite Ulcerativa
| Anticorpo | Sensibilidade | Especificidade |
|---|---|---|
| p-ANCA | 60-80% | 85-95% |
Exame ANCA para que serve?
O exame ANCA pode ser indicado para:
- Diagnóstico de vasculites sistêmicas.
- Diagnóstico diferencial de Retocolite Ulcerativa.
- Monitoramento da atividade da doença e resposta ao tratamento em condições associadas à ANCA.
Apesar de indicado para diagnóstico de Doenças Inflamatórias Intestinais, o ANCA, atualmente, não tem tanta utilidade na prática clínica, pois outros exames são mais precisos para o diagnóstico. Portanto, a solicitação do p-ANCA é reservada apenas para casos de extrema dúvida diagnóstica.
Para realizar o exame de ANCA, geralmente não é necessário um preparo específico. Por isso, é importante seguir as recomendações do seu médico.
Aqui no NuDii (Núcleo de Doenças Inflamatórias Intestinais) do Instituto Medicina em Foco, você encontra uma equipe médica especializada em Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa, que irão te acompanhar no processo de diagnóstico e te orientar quanto à realização do exame.
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Como o ANCA é feito?
O ANCA é realizado através de uma coleta de sangue e a análise laboratorial subsequente. Aqui está um passo a passo de como o exame é feito:
1. Coleta de sangue: geralmente, a amostra de sangue é coletada de uma veia no braço.
2. Análise laboratorial: é feita com o método de imunofluorescência indireta. Assim, o soro sanguíneo do paciente é incubado com neutrófilos fixados em uma lâmina de vidro. Se houver anticorpos ANCA presentes no soro, eles se ligarão aos neutrófilos. Após isso, um anticorpo secundário fluorescente é adicionado para se ligar aos ANCA. Por fim, a lâmina é observada sob um microscópio de fluorescência para identificar o padrão de fluorescência (p-ANCA ou c-ANCA).
3. Interpretação dos resultados:
p-ANCA: fluorescência ao redor do núcleo dos neutrófilos. Pode indicar a presença de doenças inflamatórias intestinais. Como dito anteriormente, atualmente é utilizado em casos de dúvida extrema, para confirmar o diagnóstico.
c-ANCA: fluorescência distribuída no citoplasma dos neutrófilos.
Orientações sobre o exame ANCA no Instituto Medicina em Foco
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Aviso:
As informações fornecidas neste texto são apenas para fins informativos e educacionais e não substituem a consulta médica. Sempre procure orientação médica para diagnóstico e tratamento adequados.
Referências:
- Stassen PM, Derksen RH, de Boo TM, et al. Value of antineutrophil cytoplasmic antibodies in the diagnosis and differential diagnosis of inflammatory bowel disease. World J Gastroenterol. 2016;22(1):26-40.
- Mammen AL, Abreu-Velez AM, Li L, et al. The diagnostic utility of antineutrophil cytoplasmic antibody testing. Clin Exp Rheumatol. 2021;39 Suppl 128(1):3-9.
- Rao AN, Steiner CA, Deshpande AR. The utility of ANCA serology in the diagnosis of vasculitis: a systematic review. Clin Rheumatol. 2023;42(1):1-10.
Perguntas Frequentes sobre o Exame ANCA
O que o exame ANCA detecta?
O exame ANCA detecta a presença e o título de anticorpos anticitoplasma de neutrófilos no sangue do paciente.
Esses anticorpos são proteínas produzidas pelo sistema imunológico contra componentes do citoplasma dos neutrófilos — células de defesa do organismo. A presença de ANCA está associada a diversas doenças autoimunes, especialmente vasculites e algumas doenças inflamatórias intestinais.
O exame ANCA é um teste de triagem importante nesse contexto diagnóstico.
Como é coletada a amostra para o exame ANCA?
A coleta é feita por punção venosa simples, geralmente no braço, com o paciente sentado ou deitado.
O sangue coletado é processado em laboratório especializado, onde os anticorpos ANCA são pesquisados por técnicas de imunofluorescência indireta e confirmados por métodos ELISA (ensaio imunoenzimático).
Geralmente não é necessário jejum prévio, mas o médico pode recomendar outras preparações específicas conforme o quadro clínico do paciente.
Quais são os padrões do ANCA e o que significam?
O exame ANCA pode revelar diferentes padrões de fluorescência, cada um associado a anticorpos específicos e doenças distintas.
O padrão c-ANCA (citoplasmático) está associado principalmente a anticorpos anti-PR3 (proteinase 3) e é característico da granulomatose com poliangiite (GPA, anteriormente chamada de granulomatose de Wegener). O padrão p-ANCA (perinuclear) está associado principalmente a anticorpos anti-MPO (mieloperoxidase) e ocorre em vasculites como poliangiite microscópica e síndrome de Churg-Strauss. Na retocolite ulcerativa, pode ocorrer um padrão p-ANCA atípico.
O exame ANCA pode ser falso-positivo?
Sim, resultados falso-positivos podem ocorrer no exame ANCA, embora sejam relativamente incomuns em laboratórios com técnicas padronizadas.
Infecções crônicas, algumas doenças autoimunes não vasculíticas, uso de certos medicamentos e amostras hemolisadas podem causar resultados falso-positivos. Por isso, o resultado do exame deve sempre ser interpretado no contexto clínico completo do paciente, e resultados positivos geralmente são confirmados por testes adicionais específicos (anti-PR3 e anti-MPO).
ANCA nas Doenças Inflamatórias Intestinais
Nas doenças inflamatórias intestinais, o exame ANCA tem papel auxiliar no diagnóstico diferencial entre doença de Crohn e retocolite ulcerativa. A presença de p-ANCA atípico, combinada com resultados do exame ASCA, pode ajudar o médico a distinguir entre os dois tipos de doença inflamatória intestinal.
Qual a relação entre ANCA e retocolite ulcerativa?
Cerca de 60 a 70% dos pacientes com retocolite ulcerativa apresentam p-ANCA positivo (padrão perinuclear atípico).
Esse padrão específico de positividade para o exame ANCA, quando combinado com negatividade para ASCA, sugere fortemente o diagnóstico de retocolite ulcerativa em pacientes com doença inflamatória intestinal. Contudo, o teste não é absoluto — a ausência de p-ANCA não exclui retocolite, e resultados positivos não confirmam o diagnóstico isoladamente.
Qual a relação entre ANCA e doença de Crohn?
Na doença de Crohn, o padrão de anticorpos é diferente: tipicamente, o exame ANCA é negativo (ou com baixo título), enquanto o ASCA (anticorpo anti-Saccharomyces cerevisiae) tende a ser positivo.
A combinação ASCA positivo + ANCA negativo é sugestiva de doença de Crohn, enquanto ASCA negativo + ANCA positivo é mais compatível com retocolite ulcerativa. Essa "sorologias das DII" não é diagnóstica isoladamente, mas agrega valor quando combinada com dados clínicos, endoscópicos e histológicos.
O ANCA é suficiente para diagnosticar doença inflamatória intestinal?
Não. O exame ANCA é um exame auxiliar e deve ser interpretado em conjunto com outros dados clínicos, endoscópicos, histológicos e laboratoriais.
O diagnóstico definitivo de doença de Crohn ou retocolite ulcerativa requer a combinação de avaliação clínica completa, colonoscopia com biópsias e análise histológica das biópsias por patologista experiente. Exames sorológicos como ANCA e ASCA complementam o diagnóstico, especialmente em casos duvidosos ou quando a colonoscopia não é diagnóstica.
Marcadores Sorológicos nas DII
Os marcadores sorológicos das doenças inflamatórias intestinais — como ANCA, ASCA e outros anticorpos — representam ferramentas valiosas no arsenal diagnóstico do gastroenterologista especializado.
ASCA - Anticorpo Anti-Saccharomyces cerevisiae
O ASCA é outro marcador sorológico importante nas doenças inflamatórias intestinais.
É detectado em cerca de 50 a 80% dos pacientes com doença de Crohn e em apenas 5 a 15% dos pacientes com retocolite ulcerativa. Combinar os resultados de ASCA e ANCA permite uma caracterização sorológica das DII que pode auxiliar no diagnóstico diferencial em casos clinicamente duvidosos.
Calprotectina Fecal
A calprotectina fecal é uma proteína liberada por leucócitos na mucosa intestinal inflamada e é excretada nas fezes.
Valores elevados de calprotectina fecal indicam inflamação intestinal ativa e são frequentemente observados em doenças inflamatórias intestinais ativas. Esse marcador é útil para monitorar a atividade da doença entre as endoscopias, avaliar a resposta ao tratamento e detectar precocemente recidivas.
Proteína C Reativa e outros marcadores inflamatórios
A proteína C reativa (PCR) é um marcador inflamatório sistêmico inespecífico que também é utilizado no monitoramento das DII.
Embora menos específico que a calprotectina fecal para inflamação intestinal, a PCR correlaciona-se com a atividade da doença e pode ser utilizada como parte do painel de exames de seguimento. Outros marcadores como velocidade de hemossedimentação (VHS), albumina sérica e leucograma também fornecem informações úteis sobre a atividade inflamatória e o estado nutricional do paciente.
Hemograma e marcadores nutricionais
O hemograma completo e os marcadores nutricionais são exames essenciais no acompanhamento de pacientes com DII.
A anemia é uma das manifestações extraintestinais mais frequentes, podendo ser de causa ferropriva (deficiência de ferro por sangramento ou absorção reduzida), por deficiência de vitamina B12 (especialmente em Crohn com comprometimento ileal) ou por doença crônica (anemia inflamatória). O acompanhamento periódico desses marcadores permite identificar e tratar precocemente as deficiências nutricionais, melhorando a qualidade de vida do paciente.
Imunologia e Doenças Inflamatórias Intestinais
As doenças inflamatórias intestinais são doenças autoimunes mediadas por mecanismos imunológicos complexos. A compreensão desses mecanismos é fundamental para o desenvolvimento de tratamentos cada vez mais eficazes e dirigidos aos alvos específicos da inflamação.
O papel do sistema imune nas DII
Na doença de Crohn e na retocolite ulcerativa, o sistema imunológico reage de forma exagerada aos antígenos presentes na microbiota intestinal, desencadeando uma resposta inflamatória crônica que danifica a mucosa do intestino.
Diferentes populações de linfócitos, macrófagos e outras células imunes participam dessa resposta anormal. O entendimento dos mecanismos moleculares específicos de cada tipo de DII tem permitido o desenvolvimento de medicamentos biológicos que agem em alvos precisos desse processo inflamatório.
Genética e predisposição às DII
Existe forte componente genético nas doenças inflamatórias intestinais, embora o ambiente e outros fatores também sejam determinantes para o desenvolvimento da doença.
Foram identificadas mais de 200 variantes genéticas associadas ao aumento do risco de DII. O gene NOD2/CARD15 foi o primeiro gene de suscetibilidade identificado para doença de Crohn. Familiares de primeiro grau de pacientes com DII têm risco aumentado de desenvolver a doença em comparação à população geral.
Manifestações extraintestinais das DII
As doenças inflamatórias intestinais frequentemente apresentam manifestações fora do trato gastrointestinal — as chamadas manifestações extraintestinais.
Essas manifestações podem envolver as articulações (artrite periférica e axial), a pele (eritema nodoso, pioderma gangrenoso), os olhos (uveíte, episclerite), o fígado e vias biliares (colangite esclerosante primária), e outros órgãos. O tratamento adequado da DII frequentemente melhora as manifestações extraintestinais, mas algumas podem seguir curso independente e requerer tratamento específico.
Vasculites Associadas ao ANCA
Além das doenças inflamatórias intestinais, o exame ANCA tem papel central no diagnóstico das vasculites associadas a ANCA — um grupo de doenças autoimunes raras que afetam os vasos sanguíneos de pequeno calibre.
Granulomatose com poliangiite (GPA)
A granulomatose com poliangiite, anteriormente denominada granulomatose de Wegener, é a vasculite ANCA-associada mais comum.
Caracteriza-se por inflamação granulomatosa das vias aéreas superiores (seios paranasais, nariz, ouvido), pulmões e rins. O c-ANCA (com especificidade anti-PR3) é positivo em 80 a 90% dos casos. O diagnóstico requer a combinação de achados clínicos característicos, exame ANCA positivo e biópsia demonstrando inflamação granulomatosa.
Poliangiite microscópica (PAM)
A poliangiite microscópica é outra vasculite ANCA-associada importante, caracterizada pelo acometimento renal e pulmonar sem granulomas.
O p-ANCA (com especificidade anti-MPO) é positivo na maioria dos casos. Pode causar glomerulonefrite rapidamente progressiva, levando à insuficiência renal aguda se não tratada. O diagnóstico e tratamento precoces são fundamentais para preservar a função renal.
Síndrome de Eosinofilia e Granulomatose com Poliangiite (EGPA)
A EGPA (anteriormente denominada síndrome de Churg-Strauss) é caracterizada por asma grave, eosinofilia (aumento de eosinófilos no sangue) e vasculite sistêmica.
O exame ANCA (p-ANCA/anti-MPO) é positivo em cerca de 40% dos casos. O diagnóstico requer atenção especial, pois a asma e a eosinofilia podem ser confundidas com outras condições.
Tratamento das vasculites ANCA-associadas
O tratamento das vasculites ANCA-associadas evoluiu significativamente nas últimas décadas.
Imunossupressores potentes — como ciclofosfamida combinada com corticosteroides — foram o padrão de tratamento por muitos anos. Mais recentemente, o rituximabe (anticorpo monoclonal anti-CD20) demonstrou eficácia equivalente ou superior à ciclofosfamida em muitos casos, com melhor perfil de segurança a longo prazo. O acompanhamento periódico com o exame ANCA é utilizado para monitorar a resposta ao tratamento e detectar precocemente as recidivas.
Diagnóstico Laboratorial das DII
O laboratório desempenha papel fundamental no diagnóstico e monitoramento das doenças inflamatórias intestinais. Uma bateria de exames cuidadosamente selecionada pode ajudar o médico a confirmar o diagnóstico, avaliar a atividade da doença e monitorar a resposta ao tratamento.
Exames de rotina no acompanhamento de DII
Hemograma completo, PCR, VHS, albumina, ferro sérico e ferritina são exames realizados regularmente em pacientes com DII.
Esses exames permitem monitorar a atividade inflamatória, avaliar o estado nutricional e identificar complicações como anemia e deficiências nutricionais. A frequência de realização depende da fase da doença e do tratamento em uso — em geral, a cada 3 a 6 meses em pacientes estáveis.
Monitoramento de medicamentos imunossupressores
Pacientes em uso de imunossupressores (azatioprina, metotrexato, biológicos) requerem monitoramento laboratorial regular para detectar efeitos adversos.
Hemograma e provas de função hepática são realizados periodicamente para identificar supressão da medula óssea e hepatotoxicidade, que são efeitos colaterais potenciais desses medicamentos. O médico ajusta a frequência do monitoramento conforme o tipo de medicamento e o tempo de uso.
Rastreamento de infecções oportunistas
Pacientes com DII em uso de imunossupressores ou biológicos têm risco aumentado de infecções oportunistas.
O rastreamento inclui pesquisa de tuberculose (teste tuberculínico ou IGRA), hepatites B e C, HIV e outras infecções conforme o histórico do paciente antes do início dos imunossupressores. Imunizações atualizadas são recomendadas, incluindo vacinas contra pneumococo, influenza e hepatite B.
Biópsia e análise histológica
A biópsia intestinal obtida durante a colonoscopia é fundamental para o diagnóstico definitivo das doenças inflamatórias intestinais.
A análise histológica das biópsias pelo patologista revela achados específicos que permitem confirmar o diagnóstico (DII vs outras causas de inflamação intestinal), distinguir entre doença de Crohn e retocolite ulcerativa, avaliar o grau de atividade inflamatória, e rastrear displasia em pacientes de alto risco. A integração de todos esses dados — clínicos, laboratoriais, endoscópicos e histológicos — é a base do diagnóstico preciso das DII.
A Importância do Exame ANCA no Diagnóstico
O exame ANCA é um dos marcadores sorológicos mais importantes na medicina diagnóstica moderna, especialmente para doenças autoimunes e inflamatórias. Quando solicitado pelo médico especialista com a indicação correta, o exame ANCA fornece informações valiosas que complementam a avaliação clínica e os demais exames diagnósticos.
O resultado do exame ANCA deve ser interpretado sempre no contexto clínico do paciente. Um exame ANCA positivo não confirma isoladamente nenhum diagnóstico específico — é necessário correlacioná-lo com os sintomas, o histórico clínico, outros exames laboratoriais e os achados de imagem ou endoscópicos. Da mesma forma, um exame ANCA negativo não exclui as condições para as quais o teste é indicado.
Para pacientes com suspeita de doença inflamatória intestinal, o exame ANCA é frequentemente solicitado em conjunto com o exame ASCA, formando um painel sorológico que auxilia no diagnóstico diferencial entre doença de Crohn e retocolite ulcerativa. A interpretação conjunta dos dois resultados oferece maior acurácia diagnóstica do que cada exame isoladamente.
Em pacientes com suspeita de vasculite sistêmica — seja por sintomas como sangramento pulmonar, insuficiência renal aguda, sinusite refratária ou neuropatia periférica — o exame ANCA é indispensável. Um resultado positivo, especialmente com padrão c-ANCA ou p-ANCA, deve levar à investigação adicional e ao encaminhamento a especialista em reumatologia ou nefrologia para complementação diagnóstica e início do tratamento.
O exame ANCA é disponível na maioria dos laboratórios de referência. O médico assistente é a pessoa mais indicada para solicitar o exame ANCA com a indicação correta e interpretar seu resultado no contexto clínico individual de cada paciente. Não se automedique ou interprete resultados de exames sem orientação médica profissional.

