...

Medicações

TRATAMENTO · DOENÇAS INFLAMATÓRIAS INTESTINAIS

Medicações para Crohn e Retocolite: o guia completo de tratamento

Todas as classes de medicação para a Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa — dos aminossalicilatos aos biológicos, anti-IL-23 e pequenas moléculas orais — com mecanismo, indicação, segurança e como a escolha é feita. Conteúdo revisado pela equipe do NuDii, em São Paulo.

⏱ 18 min de leitura Revisado por Dr. Rodrigo Barbosa · CRM-SP 167670 · RQE 78610
Resposta rápida

O tratamento medicamentoso da Doença de Crohn e da Retocolite Ulcerativa é organizado em classes, escolhidas conforme o tipo, a gravidade e a resposta da doença. As principais classes são:

  • Aminossalicilatos (5-ASA) — mesalazina e sulfassalazina; casos leves, sobretudo na retocolite.
  • Corticoides — prednisona e budesonida; controlam crises, por tempo limitado.
  • Imunossupressores — azatioprina, 6-mercaptopurina e metotrexato; manutenção da remissão.
  • Biológicos — anti-TNF (infliximabe, adalimumabe, certolizumabe, golimumabe), anti-integrina (vedolizumabe) e anti-interleucina (ustequinumabe; anti-IL-23: risanquizumabe, guselcumabe, mirikizumabe).
  • Pequenas moléculas orais — inibidores de JAK (tofacitinibe, upadacitinibe) e moduladores de S1P (ozanimode, etrasimode).

Nenhuma medicação cura a doença: o objetivo é induzir e manter a remissão com cicatrização da mucosa. A escolha é sempre individualizada pelo médico especialista em DII.

Objetivos

Objetivos do tratamento das DII

As Doenças Inflamatórias Intestinais (DII) — Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa — são crônicas. O tratamento não cura, mas devolve qualidade de vida e previne complicações. A meta moderna vai além de aliviar sintomas: busca a cicatrização da mucosa (remissão endoscópica) e, idealmente, a remissão profunda, comprovada por exames.

O manejo combina mudanças no estilo de vida, exames de acompanhamento e medicações, e — em casos selecionados — cirurgia. A escolha do remédio depende do tipo de doença (Crohn ou retocolite), da gravidade, da resposta à terapia inicial e da presença de manifestações extraintestinais (pele, olhos, articulações).

💡 Treat-to-target (tratar por alvo): a conduta atual define metas objetivas (sintomas, calprotectina fecal, endoscopia) e ajusta a medicação até atingi-las — em vez de tratar só pela sensação do paciente. Isso prevê dano intestinal irreversível e reduz cirurgias.

Classe 1

Aminossalicilatos (5-ASA)

São a classe mais antiga de anti-inflamatórios intestinais. Agem diretamente na mucosa, por via oral ou tópica (enema, supositório). São especialmente eficazes na Retocolite Ulcerativa leve a moderada — tanto na crise quanto na manutenção da remissão. Na Doença de Crohn, o uso é mais limitado, reservado a formas leves do cólon.

  • Mesalazina — o 5-ASA mais usado; age na mucosa com bom perfil de tolerância.
  • Sulfassalazina — útil sobretudo quando há manifestação articular associada.
Classe 2

Corticoides (glicocorticoides)

Os corticoides controlam rapidamente a inflamação aguda durante as crises de Crohn e de Retocolite. Por isso são medicações de uso limitado no tempo: induzem a remissão, mas não servem para manutenção, devido aos efeitos colaterais do uso prolongado.

  • Orais — prednisona e prednisolona; endovenosos — hidrocortisona e metilprednisolona, conforme a gravidade.
  • Budesonida (liberação intestinal) — menos efeitos sistêmicos; indicada em casos selecionados de menor gravidade.

⚠️ Por que não usar por muito tempo: o uso prolongado de corticoide associa-se a ganho de peso, hipertensão, aumento da glicemia, alterações de humor, osteoporose e catarata. O objetivo é sempre o menor tempo possível, com substituição por uma medicação de manutenção mais segura.

Classe 3

Imunossupressores

Modulam o sistema imunológico de forma mais seletiva que os corticoides e servem principalmente para manter a remissão a longo prazo. Podem ser usados isolados em casos selecionados ou associados a um biológico (para potencializar a resposta e reduzir a formação de anticorpos).

  • Azatioprina — a mais prescrita; útil em dependência de corticoide e recidivas frequentes. Exige hemograma e função hepática periódicos.
  • 6-mercaptopurina — mesma ação da azatioprina; alternativa em caso de intolerância gástrica.
  • Metotrexato — usado em poucas situações na DII, quando a azatioprina não é possível.
Dúvidas sobre o seu tratamento?Converse com um especialista em DII do NuDii em São Paulo.

Agendar avaliação

Classe 4

Biológicos (imunobiológicos)

São anticorpos produzidos em laboratório contra alvos específicos da inflamação. Revolucionaram o tratamento das DII, permitindo controlar doenças moderadas a graves e casos refratários às terapias clássicas. Por serem proteínas grandes, são aplicados por via injetável (subcutânea ou endovenosa). Dividem-se por mecanismo:

Anti-TNF (bloqueiam o TNF-alfa)

  • Infliximabe (Remicade, Remsima) — endovenoso; resposta tende a ser rápida. É a escolha na Doença de Crohn perianal e na colite aguda grave; serve para Crohn e retocolite.
  • Adalimumabe (Humira) — subcutâneo, autoaplicável a cada 7–14 dias.
  • Certolizumabe (Cimzia) — subcutâneo; opção na Doença de Crohn.
  • Golimumabe (Simponi) — subcutâneo; opção na Retocolite Ulcerativa.

Anti-integrina (seletivo do intestino)

  • Vedolizumabe (Entyvio) — bloqueia a migração de células inflamatórias para o intestino. Ação mais seletiva e menor impacto sistêmico; serve para Crohn e retocolite.

Anti-interleucina

  • Ustequinumabe (Stelara) — anti-IL-12/23; endovenoso na indução e subcutâneo na manutenção. Bom perfil de segurança a longo prazo; serve para Crohn e retocolite.
  • Risanquizumabe (Skyrizi) — anti-IL-23 (p19); no Brasil, aprovado para a Doença de Crohn, com bom perfil de segurança.
  • Guselcumabe (Tremfya) — anti-IL-23 (p19); opção mais recente para DII moderada a grave.
  • Mirikizumabe (Omvoh) — anti-IL-23 (p19); representante mais novo da classe, com estudos de indução e manutenção em Crohn e retocolite.

💡 A classe anti-IL-23 (p19) — risanquizumabe, guselcumabe e mirikizumabe — é uma das adições mais recentes ao arsenal das DII, com altas taxas de remissão e cicatrização endoscópica e bom perfil de segurança, inclusive em pacientes que não responderam a anti-TNF. A disponibilidade por condição e por convênio é definida caso a caso pelo médico.

Biológicos e anti-IL-23 no seu casoAvalie com a equipe do NuDii qual terapia avançada faz sentido para você.

Agendar avaliação

Classe 5

Pequenas moléculas orais

Classe mais recente, de uso oral — uma alternativa importante para quem não tolera ou não responde aos biológicos. Atuam bloqueando vias de sinalização inflamatória dentro das células.

Inibidores de JAK (Janus quinase)

  • Tofacitinibe (Xeljanz) — oral; representante consagrado da classe na retocolite.
  • Upadacitinibe (Rinvoq) — JAK mais seletivo (JAK1); aprovado pela ANVISA para Retocolite Ulcerativa moderada a grave, com uso também na Doença de Crohn conforme indicação.

Moduladores de S1P (esfingosina-1-fosfato)

  • Ozanimode (Zeposia) — oral; opção para Retocolite Ulcerativa moderada a grave.
  • Etrasimode (Velsipity) — oral; representante mais recente da classe para a retocolite.

⚠️ Atenção em gravidez: os inibidores de JAK (tofacitinibe, upadacitinibe) e os moduladores de S1P (ozanimode, etrasimode), assim como o metotrexato, são contraindicados na gestação e amamentação e devem ser suspensos com antecedência ao planejar a gravidez. Veja a seção de gravidez abaixo.

Visão geral

Tabela-mestra das classes de medicação

Um resumo das classes, seus exemplos, mecanismo, via de administração e uso típico. A indicação final é sempre individualizada pelo médico.

Classe Exemplos Alvo / mecanismo Via Uso típico
Aminossalicilatos (5-ASA) Mesalazina, sulfassalazina Anti-inflamatório na mucosa Oral / tópica Retocolite leve a moderada
Corticoides Prednisona, budesonida Anti-inflamatório amplo Oral / EV Indução em crises (uso curto)
Imunossupressores Azatioprina, 6-MP, metotrexato Modulação imune Oral / SC Manutenção da remissão
Anti-TNF Infliximabe, adalimumabe, certolizumabe, golimumabe Bloqueio do TNF-alfa EV / SC Crohn e retocolite moderados a graves
Anti-integrina Vedolizumabe Bloqueio da migração celular (seletivo do intestino) EV Crohn e retocolite
Anti-IL-12/23 Ustequinumabe Bloqueio de IL-12 e IL-23 EV → SC Crohn e retocolite
Anti-IL-23 (p19) Risanquizumabe, guselcumabe, mirikizumabe Bloqueio seletivo da IL-23 EV → SC Moderado a grave, inclusive pós-falha de anti-TNF
Inibidores de JAK Tofacitinibe, upadacitinibe Bloqueio da via JAK (intracelular) Oral Retocolite (e Crohn, conforme indicação)
Moduladores de S1P Ozanimode, etrasimode Retenção de linfócitos nos linfonodos Oral Retocolite moderada a grave

EV = endovenosa · SC = subcutânea · 6-MP = 6-mercaptopurina · 5-ASA = ácido 5-aminossalicílico.

Estratégia

Como o tratamento é escolhido

Existem duas grandes estratégias para sequenciar as medicações, e a decisão é individualizada:

Estratégia Como funciona Quando se aplica
Step-up (escalada) Começa com medicações mais simples (5-ASA, corticoide), avança para imunossupressor e só então para biológico, conforme a falha terapêutica. Doença leve, sem fatores de mau prognóstico.
Top-down (descendente) Introduz terapia biológica mais cedo no curso da doença. Pacientes com fatores de mau prognóstico, para prevenir dano e cirurgias.

Tratar por alvo com a calprotectina fecal

A calprotectina fecal é um marcador não invasivo de inflamação que ajuda a guiar decisões — um exemplo de algoritmo prático usado em diretrizes recentes:

  • < 100 µg/g — alta probabilidade de remissão endoscópica.
  • 100–200 µg/g — zona cinza: repetir o exame e observar a tendência.
  • > 200 µg/g (até 250 µg/g na Doença de Crohn) — baixa probabilidade de remissão; considerar colonoscopia.
Segurança

Segurança, exames e vacinas

O monitoramento é parte essencial do tratamento. A frequência e o tipo de exame variam com a medicação:

  • Azatioprina / 6-MP — hemograma e função hepática a cada 3 meses no 1º ano, depois a cada 6 meses (risco de leucopenia e alteração hepática).
  • Biológicos — antes de iniciar, rastreio de tuberculose (PPD e radiografia de tórax) e de hepatites; durante o uso, exames periódicos e, quando indicado, dosagem do nível sérico do fármaco.
  • Mesalazina — função renal periódica no uso prolongado.

Vacinas

Imunossupressores e biológicos afetam a resposta vacinal e contraindicam alguns imunizantes:

  • Contraindicadas (vírus vivos): tríplice viral, varicela, febre amarela e poliomielite oral, durante imunossupressão.
  • Recomendadas (inativadas): influenza, pneumocócica, hepatite B, hepatite A, HPV e meningocócica — idealmente atualizadas antes de iniciar o tratamento.
Gravidez

Medicações na gravidez e amamentação

Em geral, manter a doença controlada durante a gestação é mais seguro para a mãe e o bebê do que suspender o tratamento e arriscar uma crise grave. A conduta é sempre individualizada, em conjunto com o obstetra.

  • Mesalazina — considerada segura na gestação e na amamentação.
  • Vedolizumabe e ustequinumabe — dados de vida real sugerem baixo risco na gestação e amamentação.
  • Anti-TNF (infliximabe, adalimumabe) — relativamente seguros no 1º e 2º trimestres; no 3º, atravessam a placenta, o que pode afetar vacinas de vírus vivo do bebê — às vezes pausados, sempre de forma individualizada.
  • Metotrexato, inibidores de JAK e moduladores de S1P — contraindicados na gestação e amamentação; suspender com antecedência (em geral ≥ 3 meses antes de engravidar).
Acesso

Acesso e medicações de alto custo

Biológicos e pequenas moléculas têm custo elevado, mas há caminhos para o acesso no Brasil:

  • SUS — alguns biológicos são fornecidos pelo Componente Especializado da Assistência Farmacêutica, mediante critérios clínicos e renovação periódica.
  • Planos de saúde — obrigados a cobrir o que está no rol da ANS; negativa indevida pode ser contestada na ouvidoria, na ANS ou judicialmente.
  • Programas dos fabricantes — apoio financeiro, suporte para aplicação e linhas de dúvida; pergunte ao médico ou farmacêutico.
Monte seu plano de tratamentoA equipe do NuDii ajuda a escolher e a viabilizar a terapia adequada ao seu caso.

Agendar avaliação

Equipe NuDii

Especialistas em tratamento de DII do NuDii

O NuDii reúne gastroenterologistas e proctologistas com experiência específica no tratamento de Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa em São Paulo. A equipe multidisciplinar conduz a escolha terapêutica de forma individualizada e baseada em evidências, com atendimento no Instituto Medicina em Foco.

Dr. Rodrigo Barbosa — gastrocirurgia e coloproctologia no NuDii

Dr. Rodrigo Barbosa

Gastrocirurgia, Cirurgia Bariátrica e ColoproctologiaCRM-SP 167670 · RQE 78610

Dra. Sabrina Figueiredo — gastroenterologia no NuDii

Dra. Sabrina Figueiredo

Gastroenterologia — DIICRM-SP 203753 · RQE 99224

Dra. Laís Naziozeno — gastroenterologia no NuDii

Dra. Laís Naziozeno

Gastroenterologia — SII e DIICRM-SP 204969 · RQE 115836

Dr. Alexandre Ferrari — coloproctologia e DII no NuDii

Dr. Alexandre Ferrari

Coloproctologia — especialista em DIICRM-SP 179945 · RQE 92807

Dr. Alexander Rolim — coloproctologia no NuDii

Dr. Alexander Rolim

Coloproctologia — DII e pesquisa clínicaCRM-SP 83270 · RQE 55787 / 115989 / 115988

Dr. Carlos Obregon — cirurgia do aparelho digestivo no NuDii

Dr. Carlos Obregon

Cirurgia do Aparelho Digestivo e ColoproctologiaCRM-SP 177864 · RQE 107012 / 107013

Em vídeo

O tratamento das DII explicado pela equipe NuDii

Assista no canal Medicina em Foco a uma explicação direta sobre as medicações para Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa.

Medicina em Foco

Medicações para Crohn e Retocolite

As classes de tratamento, como funcionam e quando são indicadas.

Assistir no YouTube →

Perguntas frequentes

Perguntas frequentes sobre medicações para DII

Quais são as principais classes de medicação para Crohn e retocolite?

São os aminossalicilatos (mesalazina, sulfassalazina), os corticoides (prednisona, budesonida), os imunossupressores (azatioprina, 6-mercaptopurina, metotrexato), os biológicos — anti-TNF (infliximabe, adalimumabe, certolizumabe, golimumabe), anti-integrina (vedolizumabe) e anti-interleucina (ustequinumabe e os anti-IL-23 risanquizumabe, guselcumabe e mirikizumabe) — e as pequenas moléculas orais (inibidores de JAK, como tofacitinibe e upadacitinibe, e moduladores de S1P, como ozanimode e etrasimode).

O que são os anti-IL-23 (risanquizumabe, guselcumabe, mirikizumabe)?

São biológicos que bloqueiam seletivamente a interleucina 23 (subunidade p19), uma proteína central na inflamação das DII. É uma das classes mais recentes e tem mostrado altas taxas de remissão e cicatrização da mucosa, com bom perfil de segurança — inclusive em pacientes que não responderam a anti-TNF. No Brasil, o risanquizumabe está aprovado para a Doença de Crohn; a disponibilidade de cada agente por condição e convênio é definida pelo médico.

O que são os moduladores de S1P (ozanimode, etrasimode)?

São medicações orais que retêm os linfócitos nos linfonodos, reduzindo a chegada de células inflamatórias ao intestino. São opções para a Retocolite Ulcerativa moderada a grave. Como os inibidores de JAK e o metotrexato, são contraindicados na gestação e na amamentação e exigem avaliação cardíaca e oftalmológica conforme protocolo.

Como funciona o princípio da escalada terapêutica (step-up e top-down)?

No modelo step-up, parte-se de medicações mais simples (aminossalicilatos e corticoides), avança-se para imunossupressores de manutenção e só após falha se introduz o biológico. Já no top-down, pacientes com fatores de mau prognóstico recebem biológico mais cedo, para prevenir dano intestinal irreversível e reduzir cirurgias. A decisão é individualizada conforme gravidade, fatores de risco, idade e preferências do paciente.

O que são medicações biológicas e como são administradas?

São proteínas produzidas por biotecnologia que miram alvos específicos do sistema imunológico. Por serem moléculas grandes, são injetáveis: o infliximabe é endovenoso em centro de infusão; o adalimumabe é subcutâneo e autoaplicável; o vedolizumabe atua de forma seletiva no intestino; o ustequinumabe começa endovenoso e segue subcutâneo. A escolha depende do perfil do paciente e da doença.

É necessário fazer exames durante o tratamento?

Sim. Em uso de azatioprina ou 6-mercaptopurina, faz-se hemograma e função hepática a cada 3 meses no primeiro ano e a cada 6 meses depois. Para biológicos, há rastreio de tuberculose (PPD e radiografia de tórax) e de hepatites antes de iniciar, além de exames periódicos e, quando indicado, dosagem do nível do fármaco no sangue para ajustar a dose.

Quais são os efeitos colaterais mais comuns?

Variam por classe. Corticoides (uso prolongado): ganho de peso, hipertensão, hiperglicemia, alterações de humor, osteoporose e catarata. Mesalazina: em geral bem tolerada, raramente cefaleia, náusea ou alteração renal. Azatioprina: náusea inicial, supressão da medula e elevação de enzimas hepáticas. Biológicos: maior risco de infecções (com rastreio de tuberculose obrigatório) e reações no local da injeção ou na infusão.

As medicações podem ser usadas na gravidez?

Manter a doença controlada costuma ser mais seguro do que suspender o tratamento. A mesalazina é considerada segura; vedolizumabe e ustequinumabe têm baixo risco; anti-TNF são relativamente seguros no 1º e 2º trimestres. Já metotrexato, inibidores de JAK e moduladores de S1P são contraindicados e devem ser suspensos antes de engravidar. Toda decisão é individualizada com o gastroenterologista e o obstetra.

As medicações para DII afetam a vacinação?

Sim. Vacinas de vírus vivos (tríplice viral, varicela, febre amarela, poliomielite oral) são contraindicadas durante imunossupressão. Vacinas inativadas (influenza, pneumocócica, hepatite B, hepatite A, HPV, meningocócica) são seguras e recomendadas — idealmente atualizadas antes de iniciar o tratamento imunossupressor ou biológico.

Quanto tempo dura o tratamento?

Como as DII são crônicas, o tratamento costuma ser de longo prazo ou indefinido. O objetivo não é curar, mas manter a remissão com cicatrização da mucosa. Após anos de remissão sustentada e comprovada, o médico pode avaliar reduzir medicações — decisão compartilhada, baseada em critérios clínicos, endoscópicos e laboratoriais, pelo risco de recidiva.

Como conseguir medicações de alto custo no Brasil?

Pelo SUS, via Componente Especializado da Assistência Farmacêutica, mediante critérios clínicos e renovação periódica; pelos planos de saúde, que devem cobrir o que está no rol da ANS (negativa indevida pode ser contestada); e por programas de apoio dos fabricantes, que oferecem suporte financeiro e educacional. Pergunte ao médico ou farmacêutico sobre as opções para a sua medicação.

Existe cura? As medicações curam a doença?

Não há cura conhecida para a Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa, que são crônicas. As medicações controlam a inflamação, induzem e mantêm a remissão e previnem complicações, permitindo qualidade de vida. O acompanhamento contínuo com especialista em DII é o que sustenta os melhores resultados a longo prazo.

Autoridade médica

Tratamento de DII no NuDii

Escolher e conduzir a medicação de Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa exige experiência com toda a gama de classes — dos aminossalicilatos às terapias avançadas. O NuDii é o Núcleo de Doenças Inflamatórias Intestinais que reúne especialistas em gastroenterologia e proctologia, com atendimento no Instituto Medicina em Foco, em São Paulo, infraestrutura para colonoscopia, endoscopia e ultrassonografia intestinal e equipe multidisciplinar — nutricionista, psicólogo e fisioterapeuta — para um cuidado integral e humanizado.

Dê o próximo passo no controle da sua saúde

Agende uma avaliação com a equipe do NuDii e receba um plano de tratamento individualizado para a Doença de Crohn ou a Retocolite Ulcerativa.

Falar com o NuDii no WhatsApp

Aviso: as informações desta página têm caráter informativo e educacional e não substituem a consulta médica. A escolha e o ajuste de qualquer medicação devem ser sempre feitos por um médico. Procure sempre orientação profissional para diagnóstico e tratamento adequados.