MEDICAÇÃO · ANTI-IL-23 · CROHN E RETOCOLITE
Guselcumabe (Tremfya): o anti-IL-23 para Crohn e Retocolite
O guselcumabe, comercializado como Tremfya®, é um biológico anti-IL-23 indicado na Doença de Crohn e na Retocolite Ulcerativa moderadas a graves. Entenda como o Tremfya funciona, sua administração, eficácia e segurança — e por que é uma opção mesmo para quem já falhou a anti-TNF —, com a equipe de DII do NuDii, em São Paulo.
O guselcumabe (Tremfya®) é um biológico anti-IL-23 para as Doenças Inflamatórias Intestinais. Em resumo:
- Bloqueia seletivamente a interleucina-23 (IL-23), uma proteína central na inflamação intestinal.
- É indicado na Doença de Crohn e na Retocolite Ulcerativa moderadas a graves.
- Funciona inclusive em pacientes que não responderam a terapias anti-TNF.
- Tem perfil de segurança favorável, com menor risco de infecções graves que os anti-TNF.
O guselcumabe (Tremfya) explicado pela equipe NuDii
Assista no canal Medicina em Foco a uma explicação direta sobre o guselcumabe (Tremfya®) no tratamento das Doenças Inflamatórias Intestinais.
O que é o guselcumabe (Tremfya)?
O guselcumabe (Tremfya®) é um medicamento biológico que atua bloqueando a atividade da interleucina-23 (IL-23), uma proteína encontrada em níveis elevados em doenças inflamatórias imunomediadas como a Retocolite Ulcerativa e a Doença de Crohn. Pode ser usado por via intravenosa e também subcutânea. O que chama a atenção nos estudos é sua eficácia inclusive em pacientes graves, com melhora rápida dos sintomas e da endoscopia, resposta sustentada ao longo do tempo e bom perfil de segurança.
Inicialmente aprovado para a psoríase (pela FDA, em 2017, em Dermatologia e Reumatologia), o guselcumabe teve a eficácia demonstrada também na Doença de Crohn e na Retocolite Ulcerativa, passando a representar uma nova alternativa para pacientes com DII moderada a grave — tanto para quem nunca usou imunobiológicos quanto para quem não respondeu a outras terapias biológicas.

Como o guselcumabe (Tremfya) funciona?
O guselcumabe é um anticorpo monoclonal que bloqueia especificamente a subunidade p19 da IL-23, uma citocina-chave na ativação das células inflamatórias do intestino. Diferentemente dos anti-TNF, que bloqueiam o TNF-alfa, o guselcumabe atua em uma via diferente da inflamação — reduzindo a produção de citocinas pró-inflamatórias (como a IL-17) que contribuem para os danos intestinais na Doença de Crohn e na Retocolite Ulcerativa. Ao inibir essa via, alivia sintomas como diarreia, dor abdominal e perda de peso e ajuda a prevenir complicações a longo prazo.
💡 Ação dupla: o guselcumabe é descrito como o primeiro inibidor de IL-23 de ação dupla — bloqueia a IL-23 e também se liga à célula do sistema imunológico que produz essa proteína, neutralizando a inflamação na sua fonte.
Benefícios do tratamento
Para quem o guselcumabe (Tremfya) é indicado?
O guselcumabe é indicado para adultos com DII moderada a grave, nas duas principais formas:
💡 Diferencial: ao contrário de alguns biológicos restritos a uma única condição, o guselcumabe (Tremfya) é aprovado tanto para a Doença de Crohn quanto para a Retocolite Ulcerativa.
Como o guselcumabe (Tremfya) é administrado?
O tratamento tem duas fases. Antes de iniciar, consulte sempre o médico — a bula traz indicações, dosagens, contraindicações e efeitos, mas o acompanhamento profissional é indispensável para o uso seguro e eficaz.
Fase de indução — 3 doses, a cada 4 semanas
Intravenosa: 200 mg/dose, com infusão de pelo menos 1 hora. Ou subcutânea: 400 mg/dose, em poucos minutos (a indução subcutânea está liberada, até o momento, para a Doença de Crohn).
Fase de manutenção — a cada 4 ou 8 semanas
Após a indução, a manutenção é subcutânea, com dose e periodicidade (a cada 4 ou a cada 8 semanas) definidas pela prescrição médica, mantida enquanto controlar a doença. A autoaplicação em casa é possível após treinamento adequado.
Eficácia e segurança do guselcumabe
O Tremfya demonstrou alta eficácia para controlar os sintomas e a inflamação intestinal em pessoas com Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa. Os estudos mostraram melhoras clínicas e endoscópicas importantes, com baixo índice de efeitos adversos — um tratamento moderno e promissor, especialmente em pacientes que não responderam bem a outros medicamentos.

Sobre a segurança: o guselcumabe apresenta um perfil favorável, com menor risco de infecções graves em comparação aos inibidores de TNF-alfa. Por não suprimir o TNF-alfa — importante mediador da imunidade inata —, tem menor impacto sobre a defesa contra infecções bacterianas. Ainda assim, como todo imunossupressor, requer monitoramento regular e rastreamento de infecções (tuberculose e hepatites) antes de iniciar.
Exames antes de iniciar o guselcumabe
Como ocorre com os demais imunobiológicos, antes de iniciar o guselcumabe é essencial uma avaliação médica completa e exames de triagem:
A atualização do cartão de vacinas, preferencialmente antes do início da imunossupressão, também é recomendada — com as vacinas inativadas indicadas e as de vírus vivo contraindicadas durante o tratamento.
Biológicos anti-IL-23 nas DII
O bloqueio seletivo da IL-23 oferece vantagens em comparação aos inibidores de TNF-alfa. Por não bloquear o TNF-alfa — importante na defesa contra infecções bacterianas e granulomatosas —, os anti-IL-23 apresentam menor risco de infecções oportunistas graves. Além disso, os estudos demonstraram eficácia na Doença de Crohn e na Retocolite Ulcerativa, inclusive em pacientes que falharam previamente a anti-TNF.

Guselcumabe e os outros anti-IL-23
Além do guselcumabe, outros anticorpos anti-IL-23 estão disponíveis ou em desenvolvimento para DII: o risanquizumabe e o mirikizumabe. Embora todos bloqueiem a IL-23, há diferenças nos estudos clínicos que os suportam, na posologia e na afinidade pela molécula-alvo. A escolha entre eles é feita pelo gastroenterologista conforme a indicação específica (Crohn ou retocolite), o histórico de tratamentos e as características de cada paciente.
Opção para pacientes refratários a anti-TNF
Uma das principais indicações dos anti-IL-23 é o tratamento de quem falhou ou perdeu resposta a anti-TNF — seja por perda primária (nunca funcionou bem), perda secundária (funcionou e depois perdeu eficácia) ou intolerância. Nesses cenários, trocar para um biológico de mecanismo diferente, como o guselcumabe, é uma estratégia válida e frequentemente eficaz. Veja o panorama completo no guia de medicações para Crohn e Retocolite.
Especialistas no manejo do guselcumabe (Tremfya)
O NuDii reúne gastroenterologistas e proctologistas com experiência específica no tratamento biológico das Doenças Inflamatórias Intestinais em São Paulo. A equipe conduz a indicação e o acompanhamento do guselcumabe de forma individualizada e baseada em evidências, com atendimento no Instituto Medicina em Foco.
Dr. Rodrigo Barbosa
Gastrocirurgia, Cirurgia Bariátrica e ColoproctologiaCRM-SP 167670 · RQE 78610
Dra. Sabrina Figueiredo
Gastroenterologia — DIICRM-SP 203753 · RQE 99224
Dra. Laís Naziozeno
Gastroenterologia — SII e DIICRM-SP 204969 · RQE 115836
Dr. Alexandre Ferrari
Coloproctologia — especialista em DIICRM-SP 179945 · RQE 92807
Dr. Alexander Rolim
Coloproctologia — DII e pesquisa clínicaCRM-SP 83270 · RQE 55787 / 115989 / 115988
Dr. Carlos Obregon
Cirurgia do Aparelho Digestivo e ColoproctologiaCRM-SP 177864 · RQE 107012 / 107013
10 perguntas frequentes sobre o guselcumabe (Tremfya)
O que é o guselcumabe (Tremfya) e para que serve?
O guselcumabe (Tremfya®) é um medicamento biológico anti-IL-23 que bloqueia a interleucina-23, proteína presente em níveis elevados nas DII. Serve para tratar a Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa moderadas a graves, com melhora clínica e endoscópica e resposta sustentada — inclusive em pacientes graves.
Como o guselcumabe (Tremfya) funciona?
É um anticorpo monoclonal que bloqueia especificamente a subunidade p19 da IL-23, uma citocina-chave da inflamação intestinal. Diferentemente dos anti-TNF, atua em outra via, reduzindo citocinas pró-inflamatórias (como a IL-17) que causam danos no intestino na Doença de Crohn e na retocolite ulcerativa. É descrito como o primeiro inibidor de IL-23 de ação dupla, pois também se liga à célula que produz a IL-23.
Como o guselcumabe (Tremfya) é administrado?
O tratamento tem fase de indução (3 doses a cada 4 semanas) e fase de manutenção (a cada 4 ou 8 semanas). Na indução, pode ser intravenoso (200 mg/dose, infusão de pelo menos 1 hora) ou subcutâneo (400 mg/dose, liberado por ora para a Doença de Crohn). A manutenção é subcutânea, com dose e intervalo definidos pelo médico; a autoaplicação em casa é possível após treinamento.
O guselcumabe trata a Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa?
Sim. O guselcumabe (Tremfya) é aprovado para as duas principais DII — Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa — em adultos com doença moderada a grave. É um diferencial em relação a biológicos restritos a apenas uma das condições.
Para quem o guselcumabe é indicado?
Para adultos com Doença de Crohn ou Retocolite Ulcerativa moderada a grave que tiveram resposta inadequada, perderam a resposta ou foram intolerantes às terapias convencionais ou biológicas (no caso da retocolite, também após inibidores de JAK). Serve tanto para quem nunca usou biológicos quanto para quem já usou.
O guselcumabe (Tremfya) é eficaz?
Sim. Os estudos demonstraram alta eficácia no controle dos sintomas e da inflamação intestinal na Doença de Crohn e na retocolite ulcerativa, com melhoras clínicas e endoscópicas importantes e baixo índice de efeitos adversos — inclusive em pacientes que não responderam bem a outros medicamentos.
O guselcumabe é seguro?
O guselcumabe tem perfil de segurança favorável, com menor risco de infecções graves que os anti-TNF, por não suprimir o TNF-alfa (importante na imunidade inata). Como todo imunossupressor, requer monitoramento médico regular e rastreamento de tuberculose e hepatites antes de iniciar.
Qual a diferença entre o guselcumabe (anti-IL-23) e os anti-TNF?
Os anti-TNF bloqueiam o TNF-alfa; o guselcumabe bloqueia a IL-23 (subunidade p19), uma via diferente da inflamação. Como não suprime o TNF-alfa, o anti-IL-23 tende a ter menor risco de infecções oportunistas graves, mantendo eficácia na Doença de Crohn e na retocolite ulcerativa.
O guselcumabe funciona em quem já falhou a anti-TNF?
Sim, essa é uma de suas principais indicações. Em pacientes com perda primária, perda secundária de resposta ou intolerância a anti-TNF, a troca para um biológico de mecanismo diferente, como o guselcumabe (anti-IL-23), é uma estratégia válida e frequentemente eficaz.
O guselcumabe (Tremfya) está disponível no Brasil?
Sim. O guselcumabe está disponível no Brasil para o tratamento da Doença de Crohn e da Retocolite Ulcerativa moderadas a graves em adultos. Pode ser prescrito pelo gastroenterologista após avaliação individualizada, considerando histórico de tratamentos, gravidade da doença e comorbidades.
Tratamento com guselcumabe (Tremfya) no NuDii
Indicar e acompanhar o guselcumabe (Tremfya®) com segurança exige experiência em terapia biológica e em Doenças Inflamatórias Intestinais. O NuDii é o Núcleo de Doenças Inflamatórias Intestinais que reúne especialistas em gastroenterologia e proctologia, com atendimento no Instituto Medicina em Foco, em São Paulo, infraestrutura para colonoscopia, endoscopia e ultrassonografia intestinal e equipe multidisciplinar para um cuidado integral.
Dê o próximo passo no controle da sua DII
Agende uma avaliação com a equipe do NuDii e descubra se o guselcumabe (Tremfya) ou outra terapia é a melhor opção para o seu caso.
Aviso: as informações desta página têm caráter informativo e educacional e não substituem a consulta médica. A indicação e o ajuste do guselcumabe (Tremfya) devem ser sempre feitos por um médico. Procure sempre orientação profissional para diagnóstico e tratamento adequados.

