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Enteroscopia: diagnóstico e tratamento avançado no NuDii

A enteroscopia é um procedimento endoscópico que permite a visualização direta e detalhada do intestino delgado. Nesse exame, utilizamos o endoscópio, um tubo longo e flexível equipado com uma câmera e luz na ponta, para examinar minuciosamente o revestimento interno do intestino delgado.

Isso nos permite identificar anomalias e sintomas de Doenças Inflamatórias Intestinais, além de realizar intervenções quando necessário. Além disso, o endoscópio pode ser inserido pela boca ou pelo ânus, dependendo da área a ser examinada.

A enteroscopia pode ser utilizada para diagnosticar uma variedade de condições, incluindo:

Doença de Crohn: avalia a atividade da doença no intestino delgado e pode identificar inflamações, úlceras e estenoses.

Sangramento gastrointestinal oculto: localiza e pode tratar, por meio de cauterizações, fontes de sangramento não identificadas por outros métodos.

Tumores e lesões: detecta tumores benignos e malignos, bem como outras lesões no intestino delgado.

Preparos necessários para a enteroscopia

Para garantir a precisão e a segurança da enteroscopia, é essencial seguir algumas orientações de preparo. Aqui estão os principais passos antes do procedimento:

O paciente deve evitar comer e beber por um período de 6 a 8 horas antes do exame. Este jejum é necessário para garantir que o estômago e o intestino estejam vazios, proporcionando uma visualização clara e precisa das paredes intestinais. Em alguns casos, pode ser permitido consumir líquidos claros, como chás, até 2 horas antes do procedimento.

Para garantir a qualidade do exame, em alguns casos, especialmente para enteroscopias que investigam uma parte mais distante do intestino, pode ser necessário realizar uma limpeza intestinal. Isso pode envolver o uso de laxantes ou lavagens intestinais para garantir que o intestino esteja completamente limpo. Essa recomendação é feita após avaliação individual do paciente, por isso é fundamental seguir as orientações específicas dos especialistas do NuDii.

É importante, também, informar ao médico todas as medicações que você está tomando, incluindo suplementos. Algumas medicações podem precisar ser ajustadas ou interrompidas temporariamente antes do exame.

Um pequeno diferencial entre a enteroscopia e outros exames é que, antes de realizá-la, o paciente deve assinar um termo de consentimento informado. Este documento confirma que você compreendeu os riscos, benefícios e alternativas ao procedimento e que concorda em realizá-lo.

Por fim, se o exame incluir sedação, é aconselhável que o paciente vá acompanhado, pois os sedativos causam sonolência e afetam a coordenação e o julgamento. Isso impossibilita a condução de veículos ou a realização de atividades que requerem atenção após o procedimento.

Alguma dúvida sobre o preparo para esse exame? Agende sua consulta para mais informações.

Diferentes tipos de enteroscopia

Existem diferentes tipos de enteroscopia, cada um com suas particularidades e indicações específicas. Confira os dois tipos mais comuns:

Enteroscopia de Duplo Balão

A enteroscopia de duplo balão é um procedimento endoscópico usado para examinar o intestino delgado. Este procedimento permite uma visualização detalhada de áreas do intestino delgado que são difíceis de alcançar com outros métodos endoscópicos tradicionais, como a endoscopia digestiva alta ou a colonoscopia.

Como o nome sugere, o aparelho possui dois balões infláveis, um em sua ponta e outro em um tubo separado que acompanha o endoscópio. Os balões são alternadamente inflados e desinflados para “ancorar” o endoscópio no lugar e ajudar a avançar o tubo através do intestino delgado. Esse procedimento é ideal para alcançar segmentos mais periféricos do intestino delgado, permitindo a visualização e tratamento de áreas de difícil acesso.

Enteroscopia por Cápsula Endoscópica

Na enteroscopia por cápsula endoscópica o paciente ingere uma cápsula contendo uma pequena câmera que captura imagens do intestino delgado enquanto passa naturalmente através do trato gastrointestinal.

Esse procedimento é particularmente útil para a avaliação de áreas do intestino delgado que não podem ser alcançadas por métodos endoscópicos tradicionais. Indicada especialmente para a investigação de sangramento gastrointestinal e Doenças Inflamatórias Intestinais.

A enteroscopia é um exame essencial para o diagnóstico e tratamento de diversas condições do intestino delgado e Doenças Inflamatórias Intestinais, como Doença de Crohn e Colites. No Núcleo de Doenças Inflamatórias Intestinais (NuDii) do Instituto Medicina em Foco, oferecemos uma abordagem multidisciplinar para garantir o melhor tratamento para nossos pacientes.

Nossa equipe, composta por gastroenterologistas e proctologistas, trabalha em conjunto para determinar o melhor plano de ação para você.

Independentemente do especialista que você escolher, você receberá cuidados integrados e personalizados!

Agende sua consulta e exame no NuDii para receber o atendimento especializado que você merece.

Conheça o NuDii e faça seu intestino sorrir! =)

Aviso:

As informações fornecidas neste texto são apenas para fins informativos e educacionais e não substituem a consulta médica. Sempre procure orientação médica para diagnóstico e tratamento adequados.

 

Referências:

  1. Cave, David. Evaluation of suspected small bowel bleeding (formerly obscure gastrointestinal bleeding). Uptodate. 24 de fevereiro de 2023. Disponível em: https://www.uptodate.com/contents/evaluation-of-suspected-small-bowel-bleeding-formerly-obscure-gastrointestinal-bleeding?search=enteroscopy&source=search_result&selectedTitle=2%7E43&usage_type=default&display_rank=2.
  2. Kita, Hiroto. Overview of deep small bowel enteroscopy. Uptodate. 18 de outubro de 2023. Disponível em: https://www.uptodate.com/contents/overview-of-deep-small-bowel-enteroscopy?search=enteroscopy&source=search_result & selectedTitle=1%7E43&usage_type=default&display_rank=1.
  3. Overman, Michael J, Pedersen, Katrina S, Fisher, Laurel. Diagnosis and staging of small bowel neoplasms. Uptodate. 22 de fevereiro de 2023. Disponível em: https://www.uptodate.com/contents/diagnosis-and-staging-of-small-bowel-neoplasms?search=enteroscopy&source=search_result&selectedTitle=5%7E43&usage_type=default&display_rank=5.
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Perguntas Frequentes sobre Enteroscopia

O que é a enteroscopia e para que serve?

A enteroscopia é um procedimento endoscópico avançado que permite examinar o intestino delgado — segmento do tubo digestivo que mede entre 6 e 7 metros e que não é acessível pela colonoscopia convencional nem pela endoscopia digestiva alta. O exame utiliza um endoscópio especial, mais longo e fino que os equipamentos convencionais, equipado com câmera e sistema de propulsão que permite avançar progressivamente pelas alças intestinais. A enteroscopia pode ser realizada pela via oral (antegrade) ou pelo reto (retrograda), dependendo da região a ser avaliada.

Quais tipos de enteroscopia existem?

Existem três técnicas principais de enteroscopia: a enteroscopia de duplo balão (DBE), que utiliza um endoscópio e um sobretubo com balões infláveis que se alternam para "empurrar" o intestino ao longo do endoscópio; a enteroscopia de balão único (SBE), que utiliza apenas um balão no sobretubo; e a enteroscopia espiral, que usa um sobretubo com espiral plissada. Todas essas técnicas permitem visualização de grandes porções do intestino delgado e realização de procedimentos terapêuticos durante o exame. A cápsula endoscópica, embora não seja estritamente uma enteroscopia, também é utilizada para avaliação inicial do intestino delgado.

Quais doenças a enteroscopia pode diagnosticar?

A enteroscopia é indicada para diagnóstico e tratamento de diversas condições do intestino delgado, incluindo: sangramento gastrointestinal obscuro (quando colonoscopia e endoscopia alta não identificam a fonte do sangramento), doença de Crohn com comprometimento do intestino delgado (especialmente íleo), tumores do intestino delgado (carcinoides, adenocarcinomas, linfomas, tumores GISTs), doença celíaca refratária, extração de corpos estranhos, dilatação de estenoses intestinais, polipose intestinal (síndrome de Peutz-Jeghers), e avaliação de alterações identificadas previamente por cápsula endoscópica.

Como é feita a preparação para enteroscopia?

A preparação para enteroscopia varia conforme a via de acesso. Para a enteroscopia oral, o paciente deve manter jejum de pelo menos 8 horas. Para a enteroscopia retrógrada (via reto), é necessária limpeza intestinal prévia com preparo laxativo similar ao da colonoscopia. Em ambos os casos, o exame é realizado sob sedação profunda ou anestesia geral, pois é mais demorado e tecnicamente mais desafiador que as endoscopias convencionais. O paciente deve ter acompanhante e não poderá dirigir no dia do exame. O médico fornecerá instruções específicas de preparação conforme o tipo de enteroscopia indicado.

A enteroscopia é um exame doloroso?

A enteroscopia é realizada sob sedação profunda ou anestesia geral, portanto o paciente não sente dor durante o procedimento. No entanto, após o exame, é comum sentir desconforto abdominal, distensão e gases por algumas horas, relacionados ao ar introduzido durante o procedimento para distender as alças intestinais. Em alguns casos pode haver leve dor na garganta (para enteroscopia oral) ou desconforto abdominal mais intenso que dura algumas horas. O médico prescreverá medicamentos para alívio sintomático se necessário. Na maioria dos casos, o paciente recupera-se rapidamente e pode retornar às atividades normais no dia seguinte.

Enteroscopia no Diagnóstico de Doenças Intestinais

Qual a relação entre enteroscopia e doença de Crohn?

Na doença de Crohn, a enteroscopia tem papel importante para avaliar segmentos do intestino delgado que não podem ser atingidos pela colonoscopia convencional. O exame permite visualizar diretamente as lesões inflamatórias, coletar biópsias para confirmação diagnóstica e histológica, e realizar tratamentos endoscópicos — como dilatação de estenoses fibróticas que causam obstrução intestinal. Em casos selecionados, a dilatação endoscópica via enteroscopia pode evitar ou retardar a necessidade de cirurgia. O resultado da enteroscopia é combinado com achados de imagem (enterorressonância ou enterotomografia) para planejamento completo do tratamento.

Quando a cápsula endoscópica é preferível à enteroscopia?

A cápsula endoscópica e a enteroscopia têm papéis complementares na avaliação do intestino delgado. A cápsula é geralmente indicada como primeiro exame quando há suspeita de doença do intestino delgado, pois é menos invasiva, não requer sedação e permite visualizar todo o intestino delgado de forma passiva. Quando a cápsula identifica uma lesão que requer biópsia ou tratamento, a enteroscopia é então indicada para avaliação mais detalhada e intervenção terapêutica. Em casos de estenose intestinal suspeita, a cápsula não deve ser utilizada sem preparação prévia, pois pode ficar retida — nesses casos, a enteroscopia é preferível como exame inicial.

Quais complicações podem ocorrer na enteroscopia?

A enteroscopia é um procedimento seguro quando realizado por médico endoscopista experiente, mas apresenta taxa de complicações ligeiramente superior à das endoscopias convencionais, relacionada à complexidade técnica e à duração do exame. As principais complicações incluem: pancreatite aguda (especialmente na enteroscopia de duplo balão via oral), perfuração intestinal (rara, menos de 1% dos casos), sangramento relacionado a procedimentos terapêuticos, e complicações anestésicas. A taxa de complicações é maior quando procedimentos terapêuticos são realizados durante o exame. A escolha do serviço e do endoscopista com experiência em enteroscopia é fundamental para minimizar riscos.

Quanto tempo dura o exame de enteroscopia?

A enteroscopia é um exame consideravelmente mais longo que as endoscopias convencional e colonoscopia. O procedimento diagnóstico dura tipicamente entre 45 minutos e 2 horas, dependendo da extensão do intestino examinada e dos achados. Quando procedimentos terapêuticos são realizados — como dilatação de estenoses, hemostasia ou polipectomia — o tempo pode ser ainda maior. O paciente deve reservar o dia inteiro para o exame, incluindo preparação, o procedimento em si e o período de recuperação da anestesia. A maioria dos pacientes recebe alta no mesmo dia, mas alguns podem necessitar de observação hospitalar por algumas horas.

Saúde do Intestino Delgado

O intestino delgado é a parte mais longa do tubo digestivo, responsável pela maior parte da digestão e absorção de nutrientes. Apesar de sua importância fundamental, o intestino delgado permaneceu por muito tempo de difícil acesso para avaliação direta. O desenvolvimento de técnicas endoscópicas avançadas, como a enteroscopia e a cápsula endoscópica, revolucionou o diagnóstico de doenças que afetam esse segmento.

Sintomas que podem indicar doença no intestino delgado

Diversas manifestações clínicas podem sugerir comprometimento do intestino delgado: sangramento gastrointestinal sem causa identificada nos exames convencionais, diarreia crônica com má absorção de nutrientes, dor abdominal recorrente localizada no mesogástrio (região central do abdome), perda de peso involuntária, anemia ferropriva sem causa aparente, distensão abdominal pós-prandial intensa, obstrução intestinal parcial ou total, e deficiências nutricionais inexplicadas. A presença de qualquer desses sintomas deve motivar avaliação médica detalhada, que pode incluir exames de imagem e procedimentos endoscópicos do intestino delgado.

Absorção intestinal e deficiências nutricionais

O intestino delgado é o principal local de absorção de vitaminas, minerais, proteínas, carboidratos e lipídeos. Quando esse segmento está inflamado ou lesado — como acontece na doença de Crohn, doença celíaca ou outras condições — a absorção fica comprometida e deficiências nutricionais podem se instalar.

As deficiências mais comuns em doenças do intestino delgado incluem: ferro (levando a anemia), vitamina B12 (especialmente quando o íleo terminal está comprometido), vitamina D e cálcio (risco de osteoporose), folato, zinco e vitaminas lipossolúveis (A, E e K). O monitoramento laboratorial regular e a suplementação nutricional adequada são fundamentais para pacientes com doenças crônicas do intestino delgado.

Tecnologias emergentes para avaliação do intestino delgado

Além das técnicas endoscópicas avançadas, outras tecnologias estão sendo desenvolvidas para melhorar a avaliação do intestino delgado. A cápsula de duplo balão, que combina características da cápsula endoscópica com a capacidade de colher biópsias, está em fase de desenvolvimento.

A inteligência artificial aplicada à análise das imagens promete aumentar a sensibilidade diagnóstica e reduzir a taxa de lesões perdidas. A enteroscopia assistida por robótica também está sendo investigada como alternativa mais precisa e menos dependente de habilidade técnica individual. Essas inovações prometem tornar o diagnóstico de doenças do intestino delgado ainda mais preciso e acessível nos próximos anos.

Exames Complementares nas Doenças Inflamatórias Intestinais

O diagnóstico e o acompanhamento das doenças inflamatórias intestinais (DII) requerem uma abordagem multimodal, combinando avaliação clínica, exames laboratoriais, exames de imagem e procedimentos endoscópicos. Cada tipo de exame fornece informações complementares que, em conjunto, permitem uma avaliação completa da doença.

Papel dos marcadores laboratoriais na DII

Vários marcadores laboratoriais são utilizados no diagnóstico e monitoramento das doenças inflamatórias intestinais. A proteína C reativa (PCR) e a velocidade de hemossedimentação (VHS) são marcadores inespecíficos de inflamação sistêmica, úteis para monitorar atividade da doença.

A calprotectina fecal é um marcador mais específico de inflamação intestinal, com alta correlação com a atividade endoscópica da doença. Os anticorpos ANCA e ASCA têm papel no diagnóstico diferencial entre doença de Crohn e retocolite ulcerativa. Marcadores hematológicos como hemograma, ferro sérico, ferritina e vitamina B12 avaliam as consequências nutricionais da doença.

Integração dos exames no manejo da DII

O manejo otimizado das doenças inflamatórias intestinais envolve a integração estratégica de diferentes tipos de exames ao longo do tempo. No diagnóstico inicial, a colonoscopia com biópsias é fundamental para confirmar a doença e definir o tipo (Crohn vs retocolite). A enterorressonância ou enterotomografia mapeia a extensão e as complicações no intestino delgado.

A enteroscopia é utilizada quando há necessidade de biópsia ou intervenção em regiões não acessíveis pela colonoscopia. No acompanhamento, a calprotectina fecal monitora a atividade inflamatória entre as endoscopias. A colonoscopia de vigilância é realizada periodicamente para monitorar a resposta ao tratamento. Essa abordagem integrada é a base da medicina moderna no tratamento das doenças inflamatórias intestinais.

Tratamento das Doenças do Intestino Delgado

O tratamento de doenças que afetam o intestino delgado varia significativamente conforme o diagnóstico específico. Para a doença de Crohn, os medicamentos disponíveis incluem aminossalicilatos, corticosteroides, imunossupressores e medicamentos biológicos.

Os medicamentos biológicos, como infliximabe, adalimumabe e vedolizumabe, revolucionaram o tratamento da doença de Crohn com comprometimento do intestino delgado, permitindo melhor controle da inflamação e cicatrização da mucosa.

Tratamento da doença celíaca

A doença celíaca — condição autoimune desencadeada pela ingestão de glúten — tem como único tratamento eficaz a dieta isenta de glúten pelo resto da vida. Em pacientes com doença celíaca refratária, que não responde à dieta sem glúten, medicamentos imunossupressores podem ser necessários.

O diagnóstico correto da doença celíaca é essencial para evitar exposição desnecessária ao glúten e suas consequências — incluindo danos intestinais progressivos, deficiências nutricionais e aumento do risco de linfoma do intestino delgado.

Sangramento do intestino delgado

O sangramento do intestino delgado é uma condição desafiadora, pois esse segmento é de difícil acesso pelos métodos endoscópicos convencionais. Quando colonoscopia e endoscopia digestiva alta são negativas em paciente com sangramento ativo ou crônico, a investigação deve avançar para o intestino delgado.

As opções diagnósticas incluem a cápsula endoscópica (para rastreamento inicial), a enteroscopia (para diagnóstico e tratamento) e exames de imagem como enterotomografia e cintilografia. As causas mais comuns de sangramento obscuro do intestino delgado incluem angiodisplasias, úlceras de Dieulafoy, tumores e lesões inflamatórias.

Tumores do intestino delgado

Os tumores do intestino delgado são relativamente raros, representando menos de 5% de todos os tumores gastrointestinais. Podem ser benignos (adenomas, pólipos hamartomatosos, hemangiomas, lipomas) ou malignos (adenocarcinomas, tumores carcinoides/neuroendócrinos, linfomas e tumores estromais gastrointestinais — GISTs).

O diagnóstico de tumores do intestino delgado é frequentemente tardio, pois os sintomas são inespecíficos e surgem apenas quando a lesão está avançada ou causa obstrução. A cápsula endoscópica e a enteroscopia têm papel fundamental na detecção precoce dessas lesões.

Síndromes de má absorção intestinal

As síndromes de má absorção intestinal são condições em que o intestino delgado não consegue absorver adequadamente um ou mais nutrientes. Além das causas já citadas (doença celíaca, doença de Crohn), outras condições podem causar má absorção: giardíase e outras parasitoses, supercrescimento bacteriano do intestino delgado (SIBO), síndrome do intestino curto (após ressecção cirúrgica extensa), linfangioectasia intestinal e whipple.

O diagnóstico de má absorção requer avaliação cuidadosa, incluindo exames laboratoriais, testes específicos (como o teste de hidrogênio expirado para SIBO) e biópsia do intestino delgado via enteroscopia ou endoscopia digestiva alta quando o duodeno está envolvido.