EXAME DO INTESTINO DELGADO · DII
Enteroscopia: exame e tratamento do intestino delgado na DII
O que o exame avalia, os tipos, como funciona o preparo e o que esperar — o guia completo do procedimento que visualiza e trata o intestino delgado, segmento de difícil acesso na Doença de Crohn e no sangramento obscuro, com a equipe do NuDii em São Paulo.
A enteroscopia é um procedimento endoscópico avançado que permite visualizar diretamente o intestino delgado — segmento de 6 a 7 metros que não é acessível pela endoscopia digestiva alta nem pela colonoscopia. Com um endoscópio longo e flexível (introduzido pela boca ou pelo ânus), permite identificar e também tratar lesões: biópsias, dilatação de estenoses e controle de sangramento.
- Para que serve: diagnostica e trata Doença de Crohn no delgado, sangramento obscuro, tumores e estenoses.
- Diferencial: além de visualizar, permite biópsia e procedimentos terapêuticos.
- Tipos: duplo balão, balão único e espiral; a cápsula endoscópica é complementar.
- Preparo: jejum (e limpeza intestinal na via retrógrada); feita sob sedação profunda.
- Duração: exame mais longo — de 45 minutos a 2 horas.
📍 Onde é feito: a enteroscopia é um exame realizado em ambiente hospitalar, não na clínica. No NuDii, fazemos a avaliação, definimos a indicação e cuidamos do encaminhamento.
O que é e para que serve a enteroscopia?
A enteroscopia é um procedimento endoscópico que permite a visualização direta e detalhada do intestino delgado. Usa um endoscópio — tubo longo e flexível com câmera e luz na ponta — que pode ser introduzido pela boca (via anterógrada) ou pelo ânus (via retrógrada), conforme a região a avaliar. Mais do que examinar, a enteroscopia permite intervir: coletar biópsias, cauterizar sangramentos e dilatar estenoses.
É indicada para diagnosticar e tratar diversas condições: Doença de Crohn no intestino delgado (inflamações, úlceras e estenoses), sangramento gastrointestinal oculto (localiza e trata fontes não identificadas por outros métodos) e tumores e lesões (benignos e malignos).

💡 Diagnóstica e terapêutica: a enteroscopia não só localiza a lesão — em casos selecionados, a dilatação de estenoses por enteroscopia pode evitar ou adiar uma cirurgia.
Quais são os tipos de enteroscopia?
Existem três técnicas principais de enteroscopia profunda, além da cápsula endoscópica, que é complementar (avaliação inicial, sem biópsia ou tratamento).
| Técnica | Como funciona | Permite tratar? |
|---|---|---|
| Duplo balão (DBE) | Endoscópio + sobretubo com dois balões que se alternam para “ancorar” e avançar pelo delgado | Sim |
| Balão único (SBE) | Usa apenas um balão no sobretubo | Sim |
| Espiral | Sobretubo com espiral plissada que avança o aparelho | Sim |
| Cápsula endoscópica | Cápsula com microcâmera engolida; avaliação passiva de todo o delgado | Não (só visualiza) |
A enteroscopia de duplo balão alcança segmentos mais periféricos do intestino delgado e permite visualizar e tratar áreas de difícil acesso. A escolha da técnica depende da região a investigar e do objetivo (diagnóstico ou terapêutico), definida pelo especialista.
Como é o preparo para a enteroscopia?
O preparo varia conforme a via de acesso e é definido após avaliação individual. Em linhas gerais:
Jejum de 6 a 8 horas
Para a via oral, jejum de pelo menos 8h (líquidos claros podem ser permitidos até 2h antes, conforme orientação).
Limpeza intestinal (via retrógrada)
Na enteroscopia pelo reto, é necessário preparo laxativo semelhante ao da colonoscopia, para limpar o intestino.
Ajuste de medicamentos
Informe todos os remédios e suplementos. Alguns podem precisar de ajuste ou suspensão temporária.
Consentimento e acompanhante
Você assina um termo de consentimento informado. Como há sedação profunda, vá acompanhado e não dirija no dia.

Como é feito, dói e quanto tempo dura?
A enteroscopia é realizada sob sedação profunda ou anestesia geral, pois é mais demorada e tecnicamente mais desafiadora que as endoscopias convencionais. Por isso, o paciente não sente dor durante o procedimento.
⚠️ Sinais de alerta: dor abdominal intensa e persistente, febre, vômitos ou sangramento importante após o exame devem ser comunicados ao médico imediatamente.
Especialistas em DII do NuDii
O NuDii reúne gastroenterologistas e proctologistas com experiência específica no diagnóstico e acompanhamento das Doenças Inflamatórias Intestinais em São Paulo. A escolha da técnica e a realização da enteroscopia acontecem dentro de um plano de cuidado individualizado, no Instituto Medicina em Foco. A experiência do endoscopista é fundamental para a segurança deste exame.
Dr. Rodrigo Barbosa
Gastrocirurgia, Cirurgia Bariátrica e ColoproctologiaCRM-SP 167670 · RQE 78610
Dr. Alexander Rolim
Coloproctologia
Dr. Carlos Obregon
Cirurgia do Aparelho Digestivo e Coloproctologia
Dr. Alexandre Ferrari
Coloproctologia — especialista em DII
Dra. Sabrina Figueiredo
GastroenterologiaCRM-SP 203753 · RQE 99224
Dra. Laís Naziozeno
Equipe multidisciplinar NuDii
Enteroscopia × cápsula endoscópica: quando usar cada uma?
São métodos complementares na avaliação do intestino delgado. Em geral, a cápsula vem primeiro (rastreamento); a enteroscopia entra quando é preciso biópsia ou tratamento.
| Característica | Cápsula endoscópica | Enteroscopia |
|---|---|---|
| Invasividade | Não invasiva, sem sedação | Invasiva, sob sedação profunda |
| Papel típico | Primeiro exame / rastreamento | Confirmação, biópsia e tratamento |
| Biópsia / terapêutica | Não permite | Permite |
| Estenose suspeita | Risco de retenção da cápsula | Preferível como exame inicial |
Quando a cápsula identifica uma lesão que requer biópsia ou intervenção, a enteroscopia é indicada para avaliação detalhada e tratamento. Em caso de estenose intestinal suspeita, a cápsula não deve ser usada sem preparação prévia — nesses casos, a enteroscopia é preferível como exame inicial.
Enteroscopia na Doença de Crohn
Na Doença de Crohn, a enteroscopia avalia segmentos do intestino delgado que a colonoscopia não alcança. Permite visualizar diretamente as lesões inflamatórias, coletar biópsias para confirmação diagnóstica e histológica e realizar tratamentos — como a dilatação de estenoses fibróticas que causam obstrução. Em casos selecionados, essa dilatação endoscópica pode evitar ou retardar a cirurgia.
O resultado da enteroscopia é combinado com exames de imagem (enterorressonância ou enterotomografia) e marcadores como a calprotectina fecal para o planejamento completo do tratamento — a base da medicina moderna no manejo das DII.
Dúvidas comuns sobre a enteroscopia
O que é a enteroscopia e para que serve?
É um procedimento endoscópico avançado que examina o intestino delgado — segmento de 6 a 7 metros não acessível pela colonoscopia nem pela endoscopia digestiva alta. Usa um endoscópio mais longo e fino, com câmera e sistema de propulsão, podendo ser feito pela via oral (anterógrada) ou pelo reto (retrógrada). Serve para diagnosticar e tratar lesões do intestino delgado.
Quais tipos de enteroscopia existem?
As três técnicas principais são a enteroscopia de duplo balão (DBE), a de balão único (SBE) e a espiral — todas permitem visualizar grandes porções do intestino delgado e realizar procedimentos terapêuticos. A cápsula endoscópica, embora não seja estritamente uma enteroscopia, é usada na avaliação inicial do intestino delgado.
Quais doenças a enteroscopia pode diagnosticar?
É indicada para sangramento gastrointestinal obscuro, Doença de Crohn com comprometimento do intestino delgado (especialmente o íleo), tumores do intestino delgado (carcinoides, adenocarcinomas, linfomas, GISTs), doença celíaca refratária, extração de corpos estranhos, dilatação de estenoses, polipose intestinal e avaliação de alterações previamente identificadas pela cápsula endoscópica.
Como é feita a preparação para enteroscopia?
Varia conforme a via de acesso. Para a via oral, jejum de pelo menos 8 horas. Para a via retrógrada (pelo reto), é necessária limpeza intestinal com preparo laxativo semelhante ao da colonoscopia. Em ambos os casos, o exame é feito sob sedação profunda ou anestesia geral. O paciente deve ter acompanhante e não poderá dirigir no dia.
A enteroscopia é um exame doloroso?
Não. O exame é realizado sob sedação profunda ou anestesia geral, então o paciente não sente dor durante o procedimento. Após o exame, é comum desconforto abdominal, distensão e gases por algumas horas, relacionados ao ar usado para distender as alças intestinais. Na maioria dos casos, a recuperação é rápida.
Quanto tempo dura o exame de enteroscopia?
É mais longo que a endoscopia e a colonoscopia: o procedimento diagnóstico dura tipicamente de 45 minutos a 2 horas, podendo ser maior quando há tratamento (dilatação, hemostasia, polipectomia). Reserve o dia inteiro, considerando preparo, exame e recuperação da anestesia. A maioria recebe alta no mesmo dia.
Quando a cápsula endoscópica é preferível à enteroscopia?
A cápsula costuma ser o primeiro exame quando há suspeita de doença do intestino delgado, por ser menos invasiva e não exigir sedação. Quando identifica uma lesão que precisa de biópsia ou tratamento, indica-se a enteroscopia. Já em caso de estenose suspeita, a cápsula pode ficar retida — nessa situação, a enteroscopia é preferível como exame inicial.
Investigação do intestino delgado no NuDii
O NuDii é o Núcleo de Doenças Inflamatórias Intestinais que reúne especialistas em proctologia e gastroenterologia no diagnóstico e acompanhamento da Doença de Crohn e da Retocolite Ulcerativa. O atendimento acontece no Instituto Medicina em Foco, em São Paulo, com infraestrutura para endoscopia, colonoscopia e ultrassonografia intestinal, além de equipe multidisciplinar — nutricionista, psicólogo e fisioterapeuta — para um cuidado integral e humanizado. A enteroscopia, por ser um exame hospitalar, é indicada e encaminhada pela nossa equipe após avaliação.
Agende sua avaliação para enteroscopia
A enteroscopia é realizada em ambiente hospitalar. No NuDii, no Instituto Medicina em Foco, nossa equipe especialista em Doenças Inflamatórias Intestinais avalia o seu caso, define a indicação e cuida do encaminhamento. Agende uma avaliação pelo WhatsApp.
Aviso: as informações desta página têm caráter informativo e educacional e não substituem a consulta médica. Procure sempre orientação profissional para diagnóstico e tratamento adequados.

