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O uso de Mesalazina nas Doenças Inflamatórias Intestinais

Seu guia completo sobre este importante medicamento

Vamos aprender e esclarecer dúvidas sobre o que é a Mesalazina, quais suas indicações, reações adversas, como é realizada sua administração. No final, abordaremos as dúvidas mais frequentes associadas ao tema.

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O que é Mesalazina?

A Mesalazina, também conhecida como ácido 5-aminossalicílico (5-ASA), é um medicamento anti-inflamatório utilizado no tratamento de Doenças Inflamatórias Intestinais (DII), como a Retocolite Ulcerativa e a Doença de Crohn.

Como funciona?

A Mesalazina é um anti-inflamatório que atua no intestino tratando e prevenindo as recidivas das Doenças Inflamatórias Intestinais. O exato mecanismo de ação de Mesalazina ainda não está totalmente estabelecido, mas sabe-se que exerce ação local reduzindo a inflamação e inibindo uma enzima (a cicloxigenase) responsável pela liberação de prostaglandinas pela mucosa do intestino grosso (cólon).

O ingrediente ativo é Mesalazina – que é revestido por uma cobertura especial que só permite sua liberação quando ele alcança o intestino grosso, fazendo com que a substância ativa se distribua adequadamente ao longo de todo o cólon. O início da redução dos sintomas da doença é esperado entre 3 e 21 dias após o começo do tratamento.

Formas farmacêuticas

A Mesalazina está disponível em diversas formas farmacêuticas, incluindo:

  • Comprimidos: para administração oral, com diferentes doses e liberações (imediata, prolongada e enterossolúvel).
  • Supositórios: para administração retal, utilizados em casos de Retocolite Ulcerativa distal ou proctite.
  • Enemas: para administração retal, utilizados em casos de crises mais graves de Retocolite Ulcerativa.
  • Sachês: para dissolução em água e administração oral, utilizados principalmente em crianças.

Tratamentos com Mesalazina

Doenças tratadas

Possíveis doenças induzidas

  • Reações alérgicas: manifestações cutâneas (erupções, coceira), reações respiratórias (dificuldade para respirar, chiado) e, em casos mais graves, choque anafilático.
  • Problemas gastrointestinais: náuseas, vômitos, diarreia, dor abdominal e sangramento retal.
  • Doenças hepáticas: em casos raros, a Mesalazina pode causar danos ao fígado, como hepatite medicamentosa.
  • Doenças renais: a nefrite intersticial aguda é uma das complicações renais mais comuns associadas ao uso de mesalazina. Ela se manifesta com sintomas como dor nas costas, febre, e alterações nos exames de sangue.

Para quem é indicado?

A Mesalazina é indicada para o tratamento de:

  • Retocolite Ulcerativa: em crises agudas e na manutenção da remissão.
  • Doença de Crohn: em crises agudas e na prevenção de recidivas, principalmente na Doença de Crohn do cólon esquerdo.
  • A Mesalazina atua principalmente no intestino grosso, onde a inflamação da DII é mais prevalente.
  • O efeito da Mesalazina pode ser influenciado por fatores como a dose, a forma farmacêutica e a gravidade da doença.
  • Em alguns casos, a Mesalazina pode ser combinada com outros medicamentos para otimizar o tratamento da DII.

Cuidados antes de iniciar o tratamento

  • Informar seu médico sobre todos os seus medicamentos e suplementos: alguns medicamentos e suplementos podem interagir com a Mesalazina (principalmente anticoagulantes, AINEs como ibuprofeno, azatioprina e 6-mercaptopurina), por isso é importante informar seu médico sobre tudo que você está tomando.
  • Avaliar a função renal antes de começar: a Mesalazina é eliminada principalmente pelos rins, por isso é importante realizar exames de creatinina e ureia antes de iniciar o tratamento, e repeti-los periodicamente para monitorar a função renal.
  • Hidratação adequada: manter uma boa ingestão de líquidos (cerca de 2 litros de água por dia) ajuda na função renal durante o uso do medicamento.
  • Informar histórico de alergia a salicilatos: a Mesalazina é um derivado do ácido salicílico (5-ASA), portanto pacientes com histórico de hipersensibilidade a salicilatos ou AAS devem comunicar o médico antes de iniciar o tratamento.
  • Atenção a sinais de reações adversas: comunique imediatamente seu médico em caso de dor nas costas, febre, erupções cutâneas ou alterações no padrão intestinal, pois podem indicar reação ao medicamento.

Administração do medicamento

  • Mesalazina comprimido não deve ser mastigado.
  • Após a abertura do blister, a administração do comprimido deve ser imediata (via oral).
  • Para facilitar a administração, os comprimidos podem ser dissolvidos em cerca de 50 mL de água, imediatamente, antes da administração.

Sachê

  • Os grânulos de Mesalazina sachê não devem ser mastigados.
  • Após a abertura do sachê a administração deve ser imediata (via oral).
    1. O conteúdo do sachê deve ser esvaziado diretamente na língua e engolido com água.
    2. Não suspender Mesalazina sachê em água ou outros líquidos.
    3. É importante assegurar que nenhum grânulo permaneceu na sua boca. É importante tomar as doses regularmente para que o efeito desejado seja obtido.

Enema

  • Mesalazina enema é protegido por um invólucro aluminizado o qual não deve ser removido até imediatamente antes do uso.
  • É recomendado evacuar antes da administração do enema.
    1. Imediatamente antes do uso, remova o invólucro de alumínio e agite bem.
    2. Para a correta abertura do frasco, gire o aplicador no sentido horário até completar uma volta completa.
    3. Proteja a mão colocando-a dentro do saco plástico.
    4. Assuma a posição adequada para aplicar o enema: deite-se sobre o lado esquerdo, com a perna esquerda esticada e a perna direita dobrada para equilibrar-se. Cuidadosamente, introduza o aplicador no reto e pressione o frasco lentamente, expulsando o líquido. O conteúdo do frasco deve ser administrado dentro de no máximo 30 a 40 segundos. Uma vez que o frasco esteja vazio, retire o aplicador com o frasco ainda pressionado.
    5. O conteúdo do enema deve ser mantido no intestino. Mantenha-se relaxado na mesma posição da administração por 5 a 10 minutos ou até a sensação de defecar, caso ocorra, passar.
    6. Cubra o frasco com o saco plástico antes de descartá-lo.

Nota: é recomendado que você proteja sua roupa de cama e a roupa íntima contra vazamentos, uma vez que Mesalazina enema pode descolorir tecidos. Caso, por acidente, vaze o líquido sobre um tecido, coloque-o imediatamente de molho (orientações da bula do medicamento).

Supositório

  • Após a abertura do blister, a administração do supositório deve ser imediata (via retal).
  • É recomendado evacuar antes da administração do supositório.
    1. Retire um supositório do blister.
    2. Por razões de higiene, é recomendável o uso da proteção de borracha para os dedos (dedeira). O supositório deve ser introduzido até que se sinta resistência e até que a mesma desapareça novamente.
    3. Para facilitar a administração, o supositório pode ser umedecido com água ou gel lubrificante à base de água.
    4. Caso o supositório seja eliminado nos primeiros dez minutos após a sua introdução, outro supositório deverá ser introduzido.
    5. Descarte o invólucro e o protetor de dedo (dedeira).

Não pare de tomar o medicamento repentinamente. Seu médico irá diminuir gradualmente a dose do medicamento para evitar efeitos colaterais.

Eficácia e segurança

Apesar da sua efetividade em controlar os sintomas e promover a remissão da doença, o uso de Mesalazina exige cautela devido aos seus efeitos colaterais.

Eficácia

A eficácia da Mesalazina tem sido comprovada em diversos estudos clínicos. Ela demonstra resultados positivos em termos de:

  • Redução da inflamação: a Mesalazina diminui significativamente a inflamação intestinal, aliviando sintomas como diarreia, dor abdominal e sangramento retal.
  • Indução da remissão: em muitos casos, a Mesalazina é capaz de induzir a remissão da doença, ou seja, um período em que os sintomas desaparecem e a inflamação intestinal está controlada.
  • Manutenção da remissão: a Mesalazina também é utilizada para manter a doença em remissão, prevenindo recaídas.

Fatores que influenciam a eficácia

A eficácia da Mesalazina pode variar de acordo com diversos fatores, como:

  • Tipo de doença inflamatória intestinal: a resposta à Mesalazina pode ser diferente entre a Doença de Crohn e a Colite ulcerativa.
  • Gravidade da doença: a Mesalazina é mais eficaz em casos de doença leve a moderada.
  • Localização da inflamação: a Mesalazina é mais eficaz em inflamações localizadas no cólon.
  • Forma de administração: a Mesalazina pode ser administrada por via oral, retal ou ambas, e a forma de administração pode influenciar a eficácia.
  • Resposta individual: cada paciente responde de forma diferente ao tratamento, e a eficácia da Mesalazina pode variar de pessoa para pessoa.

Segurança

Efeitos colaterais de curto prazo:

Efeitos colaterais gerais

Os efeitos colaterais mais comuns da Mesalazina são:

  • Diarreia.
  • Dor abdominal.
  • Náusea e vômito.
  • Reações alérgicas (rash cutâneo, coceira, urticária).
  • Dores de cabeça.
  • Sensibilidade aumentada aos raios solares.
  • Perda de cabelo.
  • Perda de apetite.
  • Cansaço ou fraqueza.

É importante ressaltar que esse medicamento não deve ser tomado sem prescrição médica.

Se você está lidando com sintomas de Doenças Inflamatórias Intestinais, entre em contato e agende uma consulta com um profissional do NuDii, Ele te ajudará a encontrar a melhor dose e forma de uso para você, garantindo que você obtenha os melhores resultados com segurança.

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Aviso:

As informações fornecidas neste texto são apenas para fins informativos e educacionais e não substituem a consulta médica. Sempre procure orientação médica para diagnóstico e tratamento adequados.

Referências

  1. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Protocolo clínico e diretrizes terapêuticas de Retocolite Ulcerativa. Brasília, 2021. Disponível em: https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/2021/20211230_relatorio__pcdt_retocolite_ulcerativa.pdf
O que é a Mesalazina e para que ela é usada?

A Mesalazina é um medicamento anti-inflamatório utilizado principalmente no tratamento de doenças inflamatórias intestinais, como a Retocolite Ulcerativa e a Doença de Crohn. Ela ajuda a reduzir a inflamação no intestino, aliviando os sintomas e prevenindo surtos.

Como a Mesalazina age no organismo?

A Mesalazina atua diretamente na mucosa intestinal, onde inibe a produção de substâncias inflamatórias, ajudando a controlar a inflamação e a promover a cicatrização do tecido intestinal afetado.

Quais são as formas disponíveis de Mesalazina?

A Mesalazina está disponível em várias formas, incluindo comprimidos, cápsulas, supositórios e enemas. A forma de administração é escolhida com base na localização da inflamação no trato gastrointestinal.

Qual é a dosagem recomendada da Mesalazina?

A dosagem varia de acordo com a gravidade da doença, a resposta do paciente e a forma de administração. Geralmente, a dose é ajustada pelo médico, que pode recomendar desde 1,5 g até 4,8 g por dia, dividida em várias tomadas.

Quais são os principais efeitos colaterais da Mesalazina?

Os efeitos colaterais mais comuns incluem dor abdominal, diarreia, náusea, dor de cabeça e erupções cutâneas. Embora raros, podem ocorrer efeitos mais graves, como problemas renais ou pancreatite. É importante monitorar e relatar quaisquer efeitos adversos ao médico.

FAQ
Dúvidas frequentes
FAQ
Dúvidas frequentes
A Mesalazina pode ser usada durante a gravidez?

Sim, a Mesalazina é considerada segura para uso durante a gravidez, mas deve ser usada sob supervisão médica. É importante discutir os riscos e benefícios com o médico para garantir a segurança tanto da mãe quanto do bebê.

Quanto tempo leva para a Mesalazina começar a fazer efeito?

O efeito da Mesalazina pode variar de acordo com a gravidade da inflamação e a forma de administração. Alguns pacientes podem perceber alívio dos sintomas dentro de algumas semanas, mas pode levar até 8 semanas para que os efeitos completos sejam observados.

Posso parar de tomar Mesalazina se meus sintomas melhorarem?

Não, é importante seguir o tratamento conforme prescrito pelo médico, mesmo que os sintomas melhorem. A interrupção precoce pode levar à recaída da doença. A Mesalazina também é usada para manter a remissão e prevenir novos surtos.

Existe alguma interação medicamentosa importante com a Mesalazina?

Sim, a Mesalazina pode interagir com outros medicamentos, como anticoagulantes, anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) e alguns medicamentos para o tratamento da hipertensão. Sempre informe seu médico sobre todos os medicamentos que você está tomando para evitar interações indesejadas.

Preciso fazer algum acompanhamento especial durante o uso de Mesalazina?

Sim, o uso prolongado de Mesalazina pode exigir monitoramento regular, incluindo exames de sangue e de função renal, para garantir que o medicamento não esteja causando efeitos colaterais graves. É essencial manter consultas regulares com seu médico para avaliar a eficácia e a segurança do tratamento.

Especialistas NuDii no manejo do medicamento

mesalazina anti-inflamatório intestinal

Cuidados ao usar o anti-inflamatório intestinal

O uso correto de qualquer medicamento anti-inflamatório exige atenção redobrada do paciente e do médico responsável pelo acompanhamento. Isso inclui a observação rigorosa de horários, a forma de ingestão e a duração do tratamento, fatores que influenciam diretamente na eficácia terapêutica e na tolerabilidade do organismo ao fármaco.

Antes de iniciar qualquer terapia medicamentosa, é fundamental realizar exames laboratoriais de função renal e hepática. Esses parâmetros ajudam o especialista a definir a dose adequada e a frequência de administração, reduzindo o risco de complicações ao longo do tratamento.

Pacientes com histórico de problemas renais devem comunicar seu médico antes de começar qualquer tratamento. A função renal pode ser monitorada periodicamente com exames de creatinina e ureia, garantindo que o medicamento esteja sendo processado adequadamente pelo organismo sem causar sobrecarga nos rins.

A ingestão adequada de líquidos durante o tratamento é uma recomendação frequente dos gastroenterologistas. Manter-se bem hidratado contribui para o funcionamento eficiente dos rins e pode minimizar possíveis efeitos sobre o trato urinário. Recomenda-se ao menos dois litros de água por dia durante o período de uso do medicamento.

Interações medicamentosas e combinações terapêuticas

Certas combinações de medicamentos podem alterar a eficácia do tratamento ou aumentar o risco de efeitos adversos. Por isso, é essencial informar ao médico todos os remédios em uso, incluindo fitoterápicos, suplementos vitamínicos e medicamentos de venda livre, pois até substâncias aparentemente inofensivas podem interferir no metabolismo do anti-inflamatório.

Anticoagulantes orais, como a varfarina, podem ter sua ação potencializada quando associados a certos anti-inflamatórios intestinais, elevando o risco de sangramentos. Já os anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), como ibuprofeno e naproxeno, podem reduzir a eficácia ou aumentar a nefrotoxicidade, sendo geralmente contraindicados em associação.

O uso concomitante com imunossupressores como azatioprina e 6-mercaptopurina deve ser cuidadosamente avaliado pelo especialista, pois pode haver interação que aumenta os níveis plasmáticos desses medicamentos. Em alguns casos, o ajuste de dose é necessário para garantir segurança e efetividade.

Pacientes em terapia biológica também devem comunicar o uso de outros medicamentos ao gastroenterologista, uma vez que algumas combinações podem afetar a resposta imunológica e tornar o organismo mais vulnerável a infecções. O monitoramento regular por meio de exames laboratoriais é fundamental para detectar precocemente qualquer alteração.

Alimentação e estilo de vida durante o tratamento

A alimentação equilibrada desempenha papel fundamental no sucesso do tratamento das doenças inflamatórias intestinais. Dietas ricas em fibras solúveis, presentes em frutas, legumes e cereais integrais, auxiliam no trânsito intestinal e contribuem para o equilíbrio da microbiota, que tem papel relevante no controle da inflamação crônica.

Evitar alimentos ultraprocessados, ricos em gorduras saturadas e aditivos químicos, é uma orientação frequente dos especialistas em nutrição clínica voltada para pacientes com doenças inflamatórias intestinais. Esses alimentos podem estimular respostas inflamatórias no intestino e prejudicar o efeito do tratamento medicamentoso.

A prática regular de atividade física moderada, como caminhadas, natação e yoga, tem se mostrado benéfica para pacientes em remissão. O exercício físico contribui para a redução do estresse oxidativo, melhora o humor e pode influenciar positivamente o sistema imunológico, favorecendo a manutenção da remissão clínica.

O controle do estresse psicológico também é parte integrante do manejo das doenças inflamatórias intestinais. Situações de estresse crônico podem desencadear ou agravar crises inflamatórias, por isso técnicas de relaxamento, psicoterapia e suporte social são estratégias complementares que o paciente pode adotar ao longo do tratamento.

Acompanhamento médico e exames de controle

O acompanhamento periódico com o gastroenterologista é indispensável para avaliar a resposta ao tratamento e detectar precocemente sinais de recidiva ou complicações. A frequência das consultas varia conforme a atividade da doença, podendo ser mensal em fases agudas e trimestral ou semestral em períodos de remissão estável.

Exames endoscópicos, como a colonoscopia, são realizados periodicamente para avaliar o estado da mucosa intestinal e verificar se há cicatrização tecidual, que é um dos principais objetivos do tratamento moderno das doenças inflamatórias intestinais. A cicatrização da mucosa está associada a menor risco de hospitalização e cirurgia.

Marcadores inflamatórios como a proteína C reativa (PCR) e a calprotectina fecal são exames laboratoriais utilizados de forma complementar para monitorar a atividade inflamatória sem necessidade de procedimentos invasivos. Esses exames auxiliam na tomada de decisão clínica e no ajuste terapêutico quando necessário.

A comunicação aberta entre paciente e médico é um dos pilares do sucesso terapêutico. O paciente deve relatar qualquer sintoma novo, mudança no padrão intestinal ou efeito adverso ao medicamento, pois essas informações são valiosas para a adequação do tratamento e para a preservação da qualidade de vida a longo prazo.

Perguntas frequentes sobre o tratamento da doença inflamatória intestinal

Pacientes com doenças inflamatórias intestinais frequentemente têm dúvidas sobre seu tratamento, o que é completamente natural diante de condições crônicas que exigem acompanhamento contínuo. O esclarecimento dessas questões é parte fundamental do processo de educação em saúde e contribui para a adesão ao tratamento.

Uma dúvida muito comum é sobre quanto tempo dura o tratamento. Em geral, o tratamento das doenças inflamatórias intestinais é contínuo e de longo prazo, podendo durar anos ou mesmo ser necessário por toda a vida do paciente. A interrupção abrupta sem orientação médica pode levar à recaída e ao agravamento da inflamação intestinal.

Outra questão recorrente diz respeito à possibilidade de cura. As doenças inflamatórias intestinais, como a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa, são condições crônicas sem cura definitiva. O objetivo do tratamento é induzir e manter a remissão, controlando os sintomas e prevenindo danos ao tecido intestinal ao longo do tempo.

Pacientes também perguntam frequentemente sobre a possibilidade de engravidar durante o tratamento. A resposta depende do medicamento utilizado e da atividade da doença. Em geral, recomenda-se que a doença esteja em remissão estável antes de uma gestação, e a decisão deve ser tomada em conjunto com o gastroenterologista e o obstetra.

A questão dos efeitos colaterais é outro tema de grande preocupação. Os tratamentos modernos para doenças inflamatórias intestinais apresentam perfil de segurança bastante satisfatório quando usados de forma adequada e com acompanhamento regular. O surgimento de efeitos adversos deve ser comunicado imediatamente ao médico, que avaliará a necessidade de ajuste terapêutico.

Muitos pacientes perguntam se podem beber álcool durante o tratamento. O álcool pode irritar a mucosa intestinal e interferir negativamente na eficácia de alguns medicamentos. Por isso, a recomendação geral é evitar o consumo de bebidas alcoólicas ou limitá-lo significativamente durante o período de tratamento ativo.