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Golimumabe | Simponi ®

MEDICAÇÃO · ANTI-TNF · RETOCOLITE ULCERATIVA

Golimumabe (Simponi): o anti-TNF para a Retocolite Ulcerativa

O golimumabe, comercializado como Simponi®, é um biológico anti-TNF de aplicação subcutânea indicado na Retocolite Ulcerativa moderada a grave. Entenda como o Simponi funciona, como é administrado, sua eficácia, segurança e quando é indicado — com a equipe de DII do NuDii, em São Paulo.

⏱ 12 min de leitura Revisado por Dr. Rodrigo Barbosa · CRM-SP 167670 · RQE 78610
Resposta rápida

O golimumabe (Simponi®) é um biológico anti-TNF para a Retocolite Ulcerativa. Em resumo:

  • É um anticorpo monoclonal totalmente humano que bloqueia o TNF-alfa, reduzindo a inflamação intestinal.
  • É indicado na Retocolite Ulcerativa moderada a grave sem resposta às terapias convencionais.
  • Aplicação subcutânea: 200 mg na semana 0, 100 mg na semana 2 e 50–100 mg a cada 4 semanas.
  • Não é aprovado para a Doença de Crohn; exige rastreio de tuberculose antes de iniciar.
Em vídeo

O golimumabe (Simponi) explicado pela equipe NuDii

Assista no canal Medicina em Foco a uma explicação direta sobre o golimumabe (Simponi®) no tratamento da Retocolite Ulcerativa.

Definição

O que é o golimumabe (Simponi)?

O golimumabe (Simponi®) é um anticorpo monoclonal totalmente humano da classe dos inibidores do fator de necrose tumoral alfa (TNF-alfa), proteína central no processo inflamatório de várias doenças autoimunes. Por ser totalmente humano, a proposta teórica é reduzir o risco de reações imunológicas em comparação aos imunobiológicos com componente de origem murina (de camundongo).

O desenvolvimento do golimumabe começou no início dos anos 2000 e, em 2009, o Simponi foi aprovado pelo FDA, inicialmente para artrite reumatoide, artrite psoriásica e espondilite anquilosante. Hoje, é também uma opção consolidada no tratamento da Retocolite Ulcerativa.

Golimumabe (Simponi), biológico anti-TNF subcutâneo para a Retocolite Ulcerativa
O golimumabe (Simponi®) é um anti-TNF totalmente humano de aplicação subcutânea.
Mecanismo

Como o golimumabe funciona?

O golimumabe atua reduzindo a ação do TNF-alfa, uma proteína inflamatória que está aumentada na Retocolite Ulcerativa e contribui para a inflamação crônica e os danos ao intestino. Ao bloquear o TNF-alfa, o Simponi reduz a inflamação e promove a cicatrização da mucosa intestinal, aliviando sintomas como diarreia, dor abdominal e sangramento retal.

Indicação

Para quem o golimumabe (Simponi) é indicado?

O golimumabe é indicado para pacientes com Retocolite Ulcerativa moderada a grave que não responderam adequadamente às terapias convencionais — aminossalicilatos orais, corticoides ou imunossupressores (azatioprina ou 6-mercaptopurina). Em casos de doença grave refratária, o Simponi pode ser iniciado como primeira linha de tratamento biológico, a critério do gastroenterologista.

Doenças que o golimumabe trata

Além da Retocolite Ulcerativa, o golimumabe é usado em condições reumatológicas como artrite reumatoide, artrite psoriásica, espondilite anquilosante e espondiloartrite axial não radiográfica.

⚠️ Importante: o golimumabe (Simponi) não é aprovado para a Doença de Crohn. Para o Crohn, outros biológicos são indicados — converse com o gastroenterologista.

Administração

Como o golimumabe (Simponi) é administrado?

O golimumabe é aplicado por via subcutânea (sob a pele), com seringa preenchida ou caneta autoaplicadora. A aplicação leva poucos segundos; recomenda-se retirar a seringa da geladeira e aguardar cerca de 30 minutos para que atinja a temperatura ambiente antes do uso. Após treinamento com o médico ou enfermeiro, a autoaplicação em casa é possível.

1

Indução — semana 0

Primeira dose de 200 mg, subcutânea.

2

Indução — semana 2

Segunda dose de 100 mg, subcutânea, duas semanas após a primeira.

3

Manutenção — a cada 4 semanas

Após as duas doses iniciais, mantém-se 50 mg ou 100 mg a cada 4 semanas, conforme indicação médica.

Eficácia e segurança

Eficácia e segurança do golimumabe na RCU

Em ensaios clínicos (programa PURSUIT), o golimumabe demonstrou eficácia na indução e na manutenção da remissão em pacientes com Retocolite Ulcerativa moderada a grave. Em pacientes que nunca usaram biológicos e sem resposta adequada às terapias convencionais, o Simponi mostrou taxas de remissão clínica e cicatrização da mucosa superiores ao placebo. Um diferencial do golimumabe entre os anti-TNF é a aplicação subcutânea simples e menos frequente que a de outros subcutâneos.

Aplicação subcutânea do golimumabe (Simponi) no tratamento da retocolite ulcerativa
A aplicação subcutânea do golimumabe pode ser feita em casa após treinamento adequado.

Efeitos adversos possíveis

Como outros anti-TNF, o golimumabe pode aumentar o risco de infecções, especialmente bacterianas graves e reativação de tuberculose latente. As reações no local da injeção são os efeitos mais frequentes — geralmente leves e transitórias. Outros eventos, mais raros, incluem reações alérgicas, alterações hematológicas e hepáticas, eventos desmielinizantes, lúpus induzido por fármaco e exacerbação de insuficiência cardíaca. O monitoramento regular é essencial.

💡 Sobre o TDM e os biossimilares: o Monitoramento Terapêutico de Drogas (TDM) — dosagem do nível do fármaco no sangue — não é utilizado para o golimumabe até o momento. Também não há, até hoje, biossimilar aprovado do golimumabe.

Antes de iniciar

Exames e vacinas antes de iniciar o golimumabe

Antes de iniciar o golimumabe (Simponi), o médico faz uma avaliação completa e exames de triagem para garantir a segurança do tratamento:

  • Rastreio de tuberculose latente (teste tuberculínico ou IGRA).
  • Sorologias para hepatites B e C e HIV.
  • Hemograma, PCR, função hepática e renal, e avaliação de vitaminas (ferro, B12, ácido fólico, vitamina D).

Pacientes com insuficiência cardíaca congestiva grave ou doença desmielinizante ativa não devem usar golimumabe.

Atualização do cartão de vacinas

Idealmente antes de iniciar a imunossupressão. São indicadas vacinas inativadas: influenza, Covid, pneumocócica, hepatites A e B, meningocócicas B e C, HPV, herpes-zóster inativada (Shingrix) e dT/dTpa. São contraindicadas as vacinas de vírus atenuado durante a imunossupressão: dengue, febre amarela, herpes-zóster atenuada, varicela, tríplice viral e poliomielite oral.

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Comparativo

Golimumabe × outros biológicos na Retocolite Ulcerativa

Na Retocolite Ulcerativa, além do golimumabe (Simponi), há outros biológicos e pequenas moléculas. A escolha é individualizada conforme eficácia, segurança, experiência prévia, comorbidades, via de administração e cobertura do plano.

Medicação Alvo Via Observação na RCU
Golimumabe (Simponi) Anti-TNF Subcutânea Subcutâneo simples e menos frequente; não trata Crohn
Infliximabe Anti-TNF Endovenosa Resposta tende a ser rápida; útil na colite aguda grave
Vedolizumabe Anti-integrina Endovenosa Ação seletiva no intestino
Ustequinumabe Anti-IL-12/23 EV → SC Bom perfil de segurança a longo prazo
Tofacitinibe / Upadacitinibe Inibidores de JAK Oral Pequenas moléculas orais

Veja o panorama completo no nosso guia de medicações para Crohn e Retocolite.

Retocolite Ulcerativa

O golimumabe no tratamento da Retocolite Ulcerativa

O tratamento da Retocolite Ulcerativa segue uma estratégia escalonada: começa pelos medicamentos com menor potencial de efeitos adversos e avança para terapias mais potentes conforme a necessidade. Os aminossalicilatos (mesalazina, sulfassalazina) são a primeira linha; nos casos moderados a graves, corticoides induzem a remissão; a manutenção pode usar imunossupressores e, em casos refratários ou graves, biológicos como o golimumabe.

Metas do tratamento moderno

O objetivo evoluiu além do controle dos sintomas para a cicatrização da mucosa — resolução da inflamação comprovada por colonoscopia. Pacientes que atingem essa meta têm menor risco de recidiva, menor necessidade de corticoide e menor risco de displasia e câncer colorretal.

Cirurgia e rastreamento

Em doença grave refratária, megacólon tóxico ou neoplasia, a cirurgia (proctocolectomia com bolsa ileal ou ileostomia) pode ser necessária e é considerada curativa para a retocolite. Pacientes com doença extensa e de longa data têm risco aumentado de displasia e câncer colorretal: o rastreamento com colonoscopia e biópsias começa em geral 8 a 10 anos após o diagnóstico, com frequência definida pelo gastroenterologista.

Equipe NuDii

Especialistas no manejo do golimumabe (Simponi)

O NuDii reúne gastroenterologistas e proctologistas com experiência específica no tratamento biológico da Retocolite Ulcerativa em São Paulo. A equipe conduz a indicação e o acompanhamento do golimumabe de forma individualizada e baseada em evidências, com atendimento no Instituto Medicina em Foco.

Dr. Rodrigo Barbosa — gastrocirurgia e coloproctologia no NuDii

Dr. Rodrigo Barbosa

Gastrocirurgia, Cirurgia Bariátrica e ColoproctologiaCRM-SP 167670 · RQE 78610

Dra. Sabrina Figueiredo — gastroenterologia no NuDii

Dra. Sabrina Figueiredo

Gastroenterologia — DIICRM-SP 203753 · RQE 99224

Dra. Laís Naziozeno — gastroenterologia no NuDii

Dra. Laís Naziozeno

Gastroenterologia — SII e DIICRM-SP 204969 · RQE 115836

Dr. Alexandre Ferrari — coloproctologia e DII no NuDii

Dr. Alexandre Ferrari

Coloproctologia — especialista em DIICRM-SP 179945 · RQE 92807

Dr. Alexander Rolim — coloproctologia no NuDii

Dr. Alexander Rolim

Coloproctologia — DII e pesquisa clínicaCRM-SP 83270 · RQE 55787 / 115989 / 115988

Dr. Carlos Obregon — cirurgia do aparelho digestivo no NuDii

Dr. Carlos Obregon

Cirurgia do Aparelho Digestivo e ColoproctologiaCRM-SP 177864 · RQE 107012 / 107013

Perguntas frequentes

10 perguntas frequentes sobre o golimumabe (Simponi)

O que é o golimumabe (Simponi) e como funciona?

O golimumabe (Simponi®) é um medicamento biológico da classe dos inibidores do TNF-alfa, aprovado para a Retocolite Ulcerativa moderada a grave em adultos. Ele bloqueia especificamente o TNF-alfa, proteína central na cascata inflamatória que causa os danos intestinais nas DII. Ao neutralizar o TNF-alfa, o golimumabe reduz a inflamação e promove a cicatrização da mucosa intestinal.

Como o golimumabe (Simponi) é administrado?

Por injeção subcutânea, com seringa preenchida ou caneta autoaplicadora. O esquema de indução é 200 mg na semana 0 e 100 mg na semana 2; na manutenção, 50 a 100 mg a cada 4 semanas. A autoaplicação em casa é possível após treinamento adequado pelo médico ou enfermeiro.

O golimumabe é eficaz na retocolite ulcerativa?

Sim. O golimumabe demonstrou eficácia na indução e na manutenção da remissão em pacientes com retocolite ulcerativa moderada a grave nos estudos clínicos do programa PURSUIT. Em pacientes que nunca usaram biológicos e sem resposta adequada às terapias convencionais, mostrou taxas de remissão clínica e cicatrização da mucosa superiores ao placebo.

Quais exames são necessários antes de iniciar o golimumabe?

Antes de iniciar, são feitos exames de triagem: rastreamento de tuberculose latente (teste tuberculínico ou IGRA), sorologias para hepatites B e C e HIV, hemograma completo e provas de função hepática e renal. Pacientes com insuficiência cardíaca congestiva grave ou desmielinização ativa não devem usar golimumabe.

Qual o perfil de segurança do golimumabe (Simponi)?

Como outros inibidores de TNF-alfa, o golimumabe pode aumentar o risco de infecções, especialmente bacterianas graves e reativação de tuberculose latente. As reações no local da injeção são os efeitos mais frequentes, geralmente leves e transitórias. Eventos raros incluem reações alérgicas, alterações hematológicas, eventos desmielinizantes e lúpus induzido por fármaco. O monitoramento regular é essencial.

Quando o golimumabe é indicado na retocolite ulcerativa?

É indicado para retocolite ulcerativa moderada a grave sem resposta adequada a aminossalicilatos, imunossupressores ou corticoides. A decisão é do gastroenterologista, após avaliar histórico, gravidade e resposta a tratamentos anteriores. Em doença grave refratária, o golimumabe pode ser iniciado como primeira linha de tratamento biológico.

O golimumabe (Simponi) trata a Doença de Crohn?

Não. O golimumabe não é aprovado para o tratamento da Doença de Crohn — sua indicação intestinal é a Retocolite Ulcerativa. Para a Doença de Crohn, há outros biológicos disponíveis, definidos pelo gastroenterologista conforme o caso.

Golimumabe ou outro biológico: como se decide?

Na retocolite ulcerativa, além do golimumabe (Simponi), há infliximabe, vedolizumabe, ustequinumabe e os inibidores de JAK orais. A escolha considera eficácia e segurança, experiência prévia com biológicos, comorbidades, via de administração preferida e cobertura do plano. O gastroenterologista especializado em DII orienta a melhor opção para cada paciente.

O golimumabe (Simponi) pode ser autoaplicado em casa?

Sim. Por ser subcutâneo, o golimumabe pode ser autoaplicado em domicílio após treinamento adequado pelo médico ou enfermeiro. Recomenda-se retirar a seringa da geladeira e aguardar cerca de 30 minutos para atingir a temperatura ambiente antes da aplicação.

Existe biossimilar do golimumabe?

Até o momento, não há biossimilar aprovado para o golimumabe. Além disso, o Monitoramento Terapêutico de Drogas (TDM) — dosagem do nível do fármaco no sangue — não é utilizado para o golimumabe atualmente.

Autoridade médica

Tratamento com golimumabe (Simponi) no NuDii

Indicar e acompanhar o golimumabe (Simponi®) com segurança exige experiência em terapia biológica e em Retocolite Ulcerativa. O NuDii é o Núcleo de Doenças Inflamatórias Intestinais que reúne especialistas em gastroenterologia e proctologia, com atendimento no Instituto Medicina em Foco, em São Paulo, infraestrutura para colonoscopia, endoscopia e ultrassonografia intestinal e equipe multidisciplinar para um cuidado integral.

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Aviso: as informações desta página têm caráter informativo e educacional e não substituem a consulta médica. A indicação e o ajuste do golimumabe (Simponi) devem ser sempre feitos por um médico. Procure sempre orientação profissional para diagnóstico e tratamento adequados.