MEDICAÇÃO · ANTI-TNF · RETOCOLITE ULCERATIVA
Golimumabe (Simponi): o anti-TNF para a Retocolite Ulcerativa
O golimumabe, comercializado como Simponi®, é um biológico anti-TNF de aplicação subcutânea indicado na Retocolite Ulcerativa moderada a grave. Entenda como o Simponi funciona, como é administrado, sua eficácia, segurança e quando é indicado — com a equipe de DII do NuDii, em São Paulo.
O golimumabe (Simponi®) é um biológico anti-TNF para a Retocolite Ulcerativa. Em resumo:
- É um anticorpo monoclonal totalmente humano que bloqueia o TNF-alfa, reduzindo a inflamação intestinal.
- É indicado na Retocolite Ulcerativa moderada a grave sem resposta às terapias convencionais.
- Aplicação subcutânea: 200 mg na semana 0, 100 mg na semana 2 e 50–100 mg a cada 4 semanas.
- Não é aprovado para a Doença de Crohn; exige rastreio de tuberculose antes de iniciar.
O golimumabe (Simponi) explicado pela equipe NuDii
Assista no canal Medicina em Foco a uma explicação direta sobre o golimumabe (Simponi®) no tratamento da Retocolite Ulcerativa.
O que é o golimumabe (Simponi)?
O golimumabe (Simponi®) é um anticorpo monoclonal totalmente humano da classe dos inibidores do fator de necrose tumoral alfa (TNF-alfa), proteína central no processo inflamatório de várias doenças autoimunes. Por ser totalmente humano, a proposta teórica é reduzir o risco de reações imunológicas em comparação aos imunobiológicos com componente de origem murina (de camundongo).
O desenvolvimento do golimumabe começou no início dos anos 2000 e, em 2009, o Simponi foi aprovado pelo FDA, inicialmente para artrite reumatoide, artrite psoriásica e espondilite anquilosante. Hoje, é também uma opção consolidada no tratamento da Retocolite Ulcerativa.

Como o golimumabe funciona?
O golimumabe atua reduzindo a ação do TNF-alfa, uma proteína inflamatória que está aumentada na Retocolite Ulcerativa e contribui para a inflamação crônica e os danos ao intestino. Ao bloquear o TNF-alfa, o Simponi reduz a inflamação e promove a cicatrização da mucosa intestinal, aliviando sintomas como diarreia, dor abdominal e sangramento retal.
Para quem o golimumabe (Simponi) é indicado?
O golimumabe é indicado para pacientes com Retocolite Ulcerativa moderada a grave que não responderam adequadamente às terapias convencionais — aminossalicilatos orais, corticoides ou imunossupressores (azatioprina ou 6-mercaptopurina). Em casos de doença grave refratária, o Simponi pode ser iniciado como primeira linha de tratamento biológico, a critério do gastroenterologista.
Doenças que o golimumabe trata
Além da Retocolite Ulcerativa, o golimumabe é usado em condições reumatológicas como artrite reumatoide, artrite psoriásica, espondilite anquilosante e espondiloartrite axial não radiográfica.
⚠️ Importante: o golimumabe (Simponi) não é aprovado para a Doença de Crohn. Para o Crohn, outros biológicos são indicados — converse com o gastroenterologista.
Como o golimumabe (Simponi) é administrado?
O golimumabe é aplicado por via subcutânea (sob a pele), com seringa preenchida ou caneta autoaplicadora. A aplicação leva poucos segundos; recomenda-se retirar a seringa da geladeira e aguardar cerca de 30 minutos para que atinja a temperatura ambiente antes do uso. Após treinamento com o médico ou enfermeiro, a autoaplicação em casa é possível.
Indução — semana 0
Primeira dose de 200 mg, subcutânea.
Indução — semana 2
Segunda dose de 100 mg, subcutânea, duas semanas após a primeira.
Manutenção — a cada 4 semanas
Após as duas doses iniciais, mantém-se 50 mg ou 100 mg a cada 4 semanas, conforme indicação médica.
Eficácia e segurança do golimumabe na RCU
Em ensaios clínicos (programa PURSUIT), o golimumabe demonstrou eficácia na indução e na manutenção da remissão em pacientes com Retocolite Ulcerativa moderada a grave. Em pacientes que nunca usaram biológicos e sem resposta adequada às terapias convencionais, o Simponi mostrou taxas de remissão clínica e cicatrização da mucosa superiores ao placebo. Um diferencial do golimumabe entre os anti-TNF é a aplicação subcutânea simples e menos frequente que a de outros subcutâneos.

Efeitos adversos possíveis
Como outros anti-TNF, o golimumabe pode aumentar o risco de infecções, especialmente bacterianas graves e reativação de tuberculose latente. As reações no local da injeção são os efeitos mais frequentes — geralmente leves e transitórias. Outros eventos, mais raros, incluem reações alérgicas, alterações hematológicas e hepáticas, eventos desmielinizantes, lúpus induzido por fármaco e exacerbação de insuficiência cardíaca. O monitoramento regular é essencial.
💡 Sobre o TDM e os biossimilares: o Monitoramento Terapêutico de Drogas (TDM) — dosagem do nível do fármaco no sangue — não é utilizado para o golimumabe até o momento. Também não há, até hoje, biossimilar aprovado do golimumabe.
Exames e vacinas antes de iniciar o golimumabe
Antes de iniciar o golimumabe (Simponi), o médico faz uma avaliação completa e exames de triagem para garantir a segurança do tratamento:
Pacientes com insuficiência cardíaca congestiva grave ou doença desmielinizante ativa não devem usar golimumabe.
Atualização do cartão de vacinas
Idealmente antes de iniciar a imunossupressão. São indicadas vacinas inativadas: influenza, Covid, pneumocócica, hepatites A e B, meningocócicas B e C, HPV, herpes-zóster inativada (Shingrix) e dT/dTpa. São contraindicadas as vacinas de vírus atenuado durante a imunossupressão: dengue, febre amarela, herpes-zóster atenuada, varicela, tríplice viral e poliomielite oral.
Golimumabe × outros biológicos na Retocolite Ulcerativa
Na Retocolite Ulcerativa, além do golimumabe (Simponi), há outros biológicos e pequenas moléculas. A escolha é individualizada conforme eficácia, segurança, experiência prévia, comorbidades, via de administração e cobertura do plano.
| Medicação | Alvo | Via | Observação na RCU |
|---|---|---|---|
| Golimumabe (Simponi) | Anti-TNF | Subcutânea | Subcutâneo simples e menos frequente; não trata Crohn |
| Infliximabe | Anti-TNF | Endovenosa | Resposta tende a ser rápida; útil na colite aguda grave |
| Vedolizumabe | Anti-integrina | Endovenosa | Ação seletiva no intestino |
| Ustequinumabe | Anti-IL-12/23 | EV → SC | Bom perfil de segurança a longo prazo |
| Tofacitinibe / Upadacitinibe | Inibidores de JAK | Oral | Pequenas moléculas orais |
Veja o panorama completo no nosso guia de medicações para Crohn e Retocolite.
O golimumabe no tratamento da Retocolite Ulcerativa
O tratamento da Retocolite Ulcerativa segue uma estratégia escalonada: começa pelos medicamentos com menor potencial de efeitos adversos e avança para terapias mais potentes conforme a necessidade. Os aminossalicilatos (mesalazina, sulfassalazina) são a primeira linha; nos casos moderados a graves, corticoides induzem a remissão; a manutenção pode usar imunossupressores e, em casos refratários ou graves, biológicos como o golimumabe.
Metas do tratamento moderno
O objetivo evoluiu além do controle dos sintomas para a cicatrização da mucosa — resolução da inflamação comprovada por colonoscopia. Pacientes que atingem essa meta têm menor risco de recidiva, menor necessidade de corticoide e menor risco de displasia e câncer colorretal.
Cirurgia e rastreamento
Em doença grave refratária, megacólon tóxico ou neoplasia, a cirurgia (proctocolectomia com bolsa ileal ou ileostomia) pode ser necessária e é considerada curativa para a retocolite. Pacientes com doença extensa e de longa data têm risco aumentado de displasia e câncer colorretal: o rastreamento com colonoscopia e biópsias começa em geral 8 a 10 anos após o diagnóstico, com frequência definida pelo gastroenterologista.
Especialistas no manejo do golimumabe (Simponi)
O NuDii reúne gastroenterologistas e proctologistas com experiência específica no tratamento biológico da Retocolite Ulcerativa em São Paulo. A equipe conduz a indicação e o acompanhamento do golimumabe de forma individualizada e baseada em evidências, com atendimento no Instituto Medicina em Foco.
Dr. Rodrigo Barbosa
Gastrocirurgia, Cirurgia Bariátrica e ColoproctologiaCRM-SP 167670 · RQE 78610
Dra. Sabrina Figueiredo
Gastroenterologia — DIICRM-SP 203753 · RQE 99224
Dra. Laís Naziozeno
Gastroenterologia — SII e DIICRM-SP 204969 · RQE 115836
Dr. Alexandre Ferrari
Coloproctologia — especialista em DIICRM-SP 179945 · RQE 92807
Dr. Alexander Rolim
Coloproctologia — DII e pesquisa clínicaCRM-SP 83270 · RQE 55787 / 115989 / 115988
Dr. Carlos Obregon
Cirurgia do Aparelho Digestivo e ColoproctologiaCRM-SP 177864 · RQE 107012 / 107013
10 perguntas frequentes sobre o golimumabe (Simponi)
O que é o golimumabe (Simponi) e como funciona?
O golimumabe (Simponi®) é um medicamento biológico da classe dos inibidores do TNF-alfa, aprovado para a Retocolite Ulcerativa moderada a grave em adultos. Ele bloqueia especificamente o TNF-alfa, proteína central na cascata inflamatória que causa os danos intestinais nas DII. Ao neutralizar o TNF-alfa, o golimumabe reduz a inflamação e promove a cicatrização da mucosa intestinal.
Como o golimumabe (Simponi) é administrado?
Por injeção subcutânea, com seringa preenchida ou caneta autoaplicadora. O esquema de indução é 200 mg na semana 0 e 100 mg na semana 2; na manutenção, 50 a 100 mg a cada 4 semanas. A autoaplicação em casa é possível após treinamento adequado pelo médico ou enfermeiro.
O golimumabe é eficaz na retocolite ulcerativa?
Sim. O golimumabe demonstrou eficácia na indução e na manutenção da remissão em pacientes com retocolite ulcerativa moderada a grave nos estudos clínicos do programa PURSUIT. Em pacientes que nunca usaram biológicos e sem resposta adequada às terapias convencionais, mostrou taxas de remissão clínica e cicatrização da mucosa superiores ao placebo.
Quais exames são necessários antes de iniciar o golimumabe?
Antes de iniciar, são feitos exames de triagem: rastreamento de tuberculose latente (teste tuberculínico ou IGRA), sorologias para hepatites B e C e HIV, hemograma completo e provas de função hepática e renal. Pacientes com insuficiência cardíaca congestiva grave ou desmielinização ativa não devem usar golimumabe.
Qual o perfil de segurança do golimumabe (Simponi)?
Como outros inibidores de TNF-alfa, o golimumabe pode aumentar o risco de infecções, especialmente bacterianas graves e reativação de tuberculose latente. As reações no local da injeção são os efeitos mais frequentes, geralmente leves e transitórias. Eventos raros incluem reações alérgicas, alterações hematológicas, eventos desmielinizantes e lúpus induzido por fármaco. O monitoramento regular é essencial.
Quando o golimumabe é indicado na retocolite ulcerativa?
É indicado para retocolite ulcerativa moderada a grave sem resposta adequada a aminossalicilatos, imunossupressores ou corticoides. A decisão é do gastroenterologista, após avaliar histórico, gravidade e resposta a tratamentos anteriores. Em doença grave refratária, o golimumabe pode ser iniciado como primeira linha de tratamento biológico.
O golimumabe (Simponi) trata a Doença de Crohn?
Não. O golimumabe não é aprovado para o tratamento da Doença de Crohn — sua indicação intestinal é a Retocolite Ulcerativa. Para a Doença de Crohn, há outros biológicos disponíveis, definidos pelo gastroenterologista conforme o caso.
Golimumabe ou outro biológico: como se decide?
Na retocolite ulcerativa, além do golimumabe (Simponi), há infliximabe, vedolizumabe, ustequinumabe e os inibidores de JAK orais. A escolha considera eficácia e segurança, experiência prévia com biológicos, comorbidades, via de administração preferida e cobertura do plano. O gastroenterologista especializado em DII orienta a melhor opção para cada paciente.
O golimumabe (Simponi) pode ser autoaplicado em casa?
Sim. Por ser subcutâneo, o golimumabe pode ser autoaplicado em domicílio após treinamento adequado pelo médico ou enfermeiro. Recomenda-se retirar a seringa da geladeira e aguardar cerca de 30 minutos para atingir a temperatura ambiente antes da aplicação.
Existe biossimilar do golimumabe?
Até o momento, não há biossimilar aprovado para o golimumabe. Além disso, o Monitoramento Terapêutico de Drogas (TDM) — dosagem do nível do fármaco no sangue — não é utilizado para o golimumabe atualmente.
Tratamento com golimumabe (Simponi) no NuDii
Indicar e acompanhar o golimumabe (Simponi®) com segurança exige experiência em terapia biológica e em Retocolite Ulcerativa. O NuDii é o Núcleo de Doenças Inflamatórias Intestinais que reúne especialistas em gastroenterologia e proctologia, com atendimento no Instituto Medicina em Foco, em São Paulo, infraestrutura para colonoscopia, endoscopia e ultrassonografia intestinal e equipe multidisciplinar para um cuidado integral.
Dê o próximo passo no controle da sua retocolite
Agende uma avaliação com a equipe do NuDii e descubra se o golimumabe (Simponi) ou outra terapia é a melhor opção para o seu caso.
Aviso: as informações desta página têm caráter informativo e educacional e não substituem a consulta médica. A indicação e o ajuste do golimumabe (Simponi) devem ser sempre feitos por um médico. Procure sempre orientação profissional para diagnóstico e tratamento adequados.

