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Mesalazina

MEDICAÇÃO · AMINOSSALICILATO (5-ASA) · DII

Mesalazina (5-ASA): o anti-inflamatório para a Retocolite Ulcerativa

A mesalazina, ou ácido 5-aminossalicílico (5-ASA), é o anti-inflamatório de primeira linha da Retocolite Ulcerativa leve a moderada — na crise e na manutenção. Entenda como funciona, as formas (comprimido, sachê, supositório e enema), a segurança renal e por que não parar quando melhora, com a equipe de DII do NuDii, em São Paulo.

⏱ 12 min de leitura Revisado por Dr. Rodrigo Barbosa · CRM-SP 167670 · RQE 78610
Resposta rápida

A mesalazina (5-ASA, ácido 5-aminossalicílico) é um anti-inflamatório intestinal. Em resumo:

  • Age localmente na mucosa do intestino grosso, reduzindo a inflamação das DII.
  • É a primeira linha na Retocolite Ulcerativa leve a moderada — na crise e na manutenção da remissão.
  • Vem em comprimido, sachê (grânulos), supositório e enema — a forma certa depende da localização da doença.
  • Costuma ser bem tolerada; exige hidratação e monitoramento da função renal, e não deve ser interrompida só porque os sintomas melhoraram.
Em vídeo

A mesalazina (5-ASA) explicada pela equipe NuDii

Assista no canal Medicina em Foco a uma explicação direta sobre a mesalazina (5-ASA) no tratamento das Doenças Inflamatórias Intestinais.

Definição

O que é a mesalazina (5-ASA)?

A mesalazina, também conhecida como ácido 5-aminossalicílico (5-ASA), é um medicamento anti-inflamatório usado no tratamento das Doenças Inflamatórias Intestinais (DII) — sobretudo a Retocolite Ulcerativa e, em situações específicas, a Doença de Crohn. É um dos pilares mais antigos e estabelecidos do tratamento, com bom perfil de tolerância.

Mesalazina (5-ASA), anti-inflamatório intestinal para a Retocolite Ulcerativa
A mesalazina (5-ASA) age localmente na mucosa do intestino grosso.
Mecanismo

Como a mesalazina funciona?

A mesalazina é um anti-inflamatório que age localmente na parede do intestino, tratando e prevenindo as recidivas das DII. O mecanismo exato ainda não está totalmente estabelecido, mas sabe-se que reduz a inflamação na mucosa, inibindo enzimas (como a ciclo-oxigenase) ligadas à produção de substâncias inflamatórias.

O princípio ativo é revestido por uma cobertura especial que só o libera quando alcança o intestino grosso, distribuindo a substância ao longo do cólon. O início da redução dos sintomas costuma ocorrer entre 3 e 21 dias após começar o tratamento.

Formas

As formas da mesalazina e quando cada uma é usada

A mesalazina tem várias apresentações — e a escolha depende da localização e da gravidade da doença. Essa é uma das chaves do tratamento.

Forma Via Uso típico
Comprimido Oral Liberação imediata, prolongada ou enterossolúvel; doença mais extensa
Sachê (grânulos) Oral Alternativa ao comprimido; útil, por exemplo, em crianças
Supositório Retal Retocolite distal / proctite (doença no reto)
Enema Retal Crises mais extensas da retocolite distal/esquerda

💡 A forma certa para o lugar certo: quando a doença está no reto ou no cólon esquerdo, a forma tópica (supositório/enema) leva o remédio direto ao foco. Por isso, na doença distal, ela tende a funcionar melhor que o comprimido — e às vezes oral e tópica são combinados.

Indicação

Para quem a mesalazina é indicada?

  • Retocolite Ulcerativa — nas crises agudas e na manutenção da remissão; é a primeira linha nos casos leves a moderados.
  • Doença de Crohn — uso mais limitado, principalmente quando a doença acomete o intestino grosso (cólon esquerdo).

A mesalazina atua principalmente no intestino grosso, onde a inflamação das DII é mais prevalente. O efeito depende da dose, da forma farmacêutica e da gravidade da doença.

Como usar

Como usar cada forma da mesalazina

Formas de administração da mesalazina (5-ASA): comprimido, sachê, supositório e enema
Cada forma da mesalazina tem um modo de uso próprio — siga sempre a orientação médica.
  • Comprimido: não mastigar; tomar logo após abrir o blister. Para facilitar, pode ser dissolvido em ~50 mL de água imediatamente antes.
  • Sachê: não mastigar os grânulos; esvaziar diretamente na língua e engolir com água, sem suspender em líquidos. Tomar as doses regularmente.
  • Enema: evacuar antes; remover o invólucro de alumínio, agitar, deitar sobre o lado esquerdo e aplicar conforme a bula.
  • Supositório: evacuar antes; introduzir por via retal (pode umedecer com água ou gel à base de água para facilitar).
Dúvidas sobre a sua mesalazina?Avalie a forma e a dose ideais com um especialista em DII do NuDii.

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Eficácia

Eficácia e o que mostram os estudos

A eficácia da mesalazina é bem documentada na Retocolite Ulcerativa leve a moderada — tanto para reduzir a inflamação e induzir a remissão quanto para mantê-la, prevenindo recaídas. Alguns pontos que a evidência reforça:

  • Manter reduz recidiva: revisões sistemáticas (Cochrane) mostram que manter o 5-ASA oral reduz a recidiva da retocolite em comparação ao placebo — por isso não se interrompe só porque o sintoma melhorou.
  • Tópica na doença distal: metanálises indicam que, na doença distal, a forma tópica (supositório/enema) tende a ser superior à oral, e que combinar as duas pode controlar o sangramento mais rápido.
  • Mucosa como alvo: o objetivo moderno é a cicatrização da mucosa, associada a menor risco de hospitalização e cirurgia — avaliada por colonoscopia e marcadores.

💡 Importante: na retocolite, o sintoma costuma melhorar antes de a inflamação cicatrizar. Por isso, reduzir ou parar a mesalazina é uma decisão do médico, baseada em exames — não apenas em como você se sente.

Segurança

Reações adversas e segurança renal

A mesalazina costuma ser bem tolerada, mas, como todo medicamento, pode ter efeitos adversos — alguns exigem atenção:

  • Reações alérgicas: manifestações na pele (erupções, coceira), respiratórias e, raramente, choque anafilático.
  • Gastrointestinais: náusea, vômito, diarreia, dor abdominal e, às vezes, sangramento retal.
  • Hepáticas: raramente, alterações no fígado (hepatite medicamentosa).
  • Renais: a nefrite intersticial aguda é a complicação renal mais relevante — pode se manifestar com dor nas costas, febre e alterações nos exames de sangue. Por isso a função renal é monitorada.

⚠️ Sinais de alerta: comunique o médico imediatamente em caso de dor nas costas, febre, erupções na pele ou mudança importante no padrão intestinal durante o uso da mesalazina.

Cuidados

Cuidados antes, interações e acompanhamento

Antes de iniciar

  • Avaliar a função renal (creatinina e ureia) antes e periodicamente — a mesalazina é eliminada principalmente pelos rins.
  • Manter boa hidratação (cerca de 2 litros de água por dia).
  • Informar alergia a salicilatos (a mesalazina é um derivado salicílico) e todos os medicamentos e suplementos em uso.

Interações medicamentosas

  • Anticoagulantes (como a varfarina) — efeito pode ser potencializado, com maior risco de sangramento.
  • Anti-inflamatórios (AINEs) como ibuprofeno e naproxeno — podem reduzir a eficácia e aumentar a toxicidade renal; em geral evitados.
  • Azatioprina e 6-mercaptopurina — a associação pode elevar os níveis desses imunossupressores; pode ser necessário ajuste de dose.

Acompanhamento

O seguimento com o gastroenterologista avalia a resposta e detecta recidivas cedo. Além da consulta, usa-se a colonoscopia (para avaliar a cicatrização da mucosa) e marcadores como PCR e calprotectina fecal, que monitoram a inflamação sem exame invasivo.

Equipe NuDii

Especialistas no manejo da mesalazina (5-ASA)

O NuDii reúne gastroenterologistas e proctologistas com experiência específica no tratamento das Doenças Inflamatórias Intestinais em São Paulo. A equipe define a forma e a dose da mesalazina e o acompanhamento de forma individualizada e baseada em evidências, com atendimento no Instituto Medicina em Foco.

Dr. Rodrigo Barbosa — gastrocirurgia e coloproctologia no NuDii

Dr. Rodrigo Barbosa

Gastrocirurgia, Cirurgia Bariátrica e ColoproctologiaCRM-SP 167670 · RQE 78610

Dra. Sabrina Figueiredo — gastroenterologia no NuDii

Dra. Sabrina Figueiredo

Gastroenterologia — DIICRM-SP 203753 · RQE 99224

Dra. Laís Naziozeno — gastroenterologia no NuDii

Dra. Laís Naziozeno

Gastroenterologia — SII e DIICRM-SP 204969 · RQE 115836

Dr. Alexandre Ferrari — coloproctologia e DII no NuDii

Dr. Alexandre Ferrari

Coloproctologia — especialista em DIICRM-SP 179945 · RQE 92807

Dr. Alexander Rolim — coloproctologia no NuDii

Dr. Alexander Rolim

Coloproctologia — DII e pesquisa clínicaCRM-SP 83270 · RQE 55787 / 115989 / 115988

Dr. Carlos Obregon — cirurgia do aparelho digestivo no NuDii

Dr. Carlos Obregon

Cirurgia do Aparelho Digestivo e ColoproctologiaCRM-SP 177864 · RQE 107012 / 107013

Perguntas frequentes

10 perguntas frequentes sobre a mesalazina (5-ASA)

O que é a mesalazina (5-ASA) e para que serve?

A mesalazina, ou ácido 5-aminossalicílico (5-ASA), é um anti-inflamatório intestinal usado nas Doenças Inflamatórias Intestinais. Serve, sobretudo, para tratar e manter em remissão a Retocolite Ulcerativa leve a moderada, agindo localmente na mucosa do intestino grosso.

Como a mesalazina funciona?

Ela age localmente na parede do intestino, reduzindo a inflamação da mucosa (inibindo enzimas ligadas à produção de substâncias inflamatórias). O princípio ativo é revestido para ser liberado no intestino grosso. A redução dos sintomas costuma começar entre 3 e 21 dias após o início do tratamento.

Quais são as formas da mesalazina (comprimido, sachê, supositório, enema)?

São quatro: comprimido e sachê (orais, para doença mais extensa) e supositório e enema (retais, para a doença distal — no reto e cólon esquerdo). A escolha depende da localização e da gravidade da doença, definida pelo médico.

Quanto tempo a mesalazina leva para fazer efeito?

O início da redução dos sintomas costuma ocorrer entre 3 e 21 dias após começar o tratamento. Como o efeito é progressivo, é importante manter as doses regularmente e não interromper por conta própria.

Posso parar a mesalazina quando os sintomas melhoram?

Não por conta própria. Na retocolite, os sintomas costumam melhorar antes de a inflamação cicatrizar. Revisões sistemáticas mostram que manter o 5-ASA reduz a recidiva frente a parar. A decisão de reduzir ou suspender é do médico, baseada em exames de cicatrização, não apenas em como você se sente.

Qual a diferença entre a forma oral e a tópica (supositório/enema)?

A forma oral percorre todo o trajeto até o intestino grosso; a tópica (supositório/enema) age direto no reto e no cólon esquerdo. Por isso, na doença distal, a forma tópica tende a funcionar melhor que o comprimido, e às vezes oral e tópica são combinados para controlar o sangramento mais rápido.

Quais são os efeitos colaterais da mesalazina?

Costuma ser bem tolerada. Pode causar reações alérgicas (pele, respiratórias, raramente anafilaxia), sintomas gastrointestinais (náusea, vômito, diarreia, dor abdominal) e, raramente, alterações hepáticas. A complicação renal mais relevante é a nefrite intersticial aguda — daí a importância de monitorar a função renal.

Preciso fazer exames durante o uso da mesalazina?

Sim. Avalia-se a função renal (creatinina e ureia) antes e periodicamente, pois a mesalazina é eliminada pelos rins. Recomenda-se também boa hidratação (cerca de 2 litros de água por dia) e o acompanhamento da doença com colonoscopia e marcadores como PCR e calprotectina fecal.

A mesalazina interage com outros remédios?

Pode interagir. Com anticoagulantes (como a varfarina), pode aumentar o risco de sangramento; com anti-inflamatórios (AINEs), pode reduzir a eficácia e aumentar a toxicidade renal; e com azatioprina/6-mercaptopurina, pode elevar os níveis desses imunossupressores. Informe o médico sobre todos os medicamentos e suplementos em uso.

A mesalazina trata a Doença de Crohn?

O uso na Doença de Crohn é mais limitado do que na retocolite, sendo considerado principalmente quando a doença acomete o intestino grosso (cólon esquerdo). A indicação é individualizada pelo gastroenterologista conforme a localização e a gravidade.

Autoridade médica

Tratamento com mesalazina (5-ASA) no NuDii

Acertar a forma, a dose e o tempo de uso da mesalazina — e monitorar a função renal e a cicatrização da mucosa — exige acompanhamento especializado em DII. O NuDii é o Núcleo de Doenças Inflamatórias Intestinais que reúne especialistas em gastroenterologia e proctologia, com atendimento no Instituto Medicina em Foco, em São Paulo, infraestrutura para colonoscopia, endoscopia e ultrassonografia intestinal e equipe multidisciplinar para um cuidado integral.

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Aviso: as informações desta página têm caráter informativo e educacional e não substituem a consulta médica. A indicação, a forma e a dose da mesalazina (5-ASA) devem ser sempre definidas por um médico. Procure sempre orientação profissional para diagnóstico e tratamento adequados.